Continuando a série de artigos sobre técnicas de geoengenharia, hoje será apresentada mais uma polêmica forma de interferir diretamente no ecossistema terrestre para mitigar a emissão de CO2 e, consequentemente, o efeito estufa: a fertilização oceânica.
A fertilização oceânica trata-se da introdução intencional de ferro (entre outros minerais) na superfície oceânica para estimular o crescimento de fitoplâncton flor. A intenção é de aumentar a produtividade biológica para remover o dióxido de carbono da atmosfera e beneficiar a cadeia alimentar marinha.
Figura 01 – Fitoplâncton- Oceano
Atlântico Sul costa Argentina (em verde)
A fertilização dos oceanos por proliferação de algas ocorre, pois, o ferro é um elemento necessário para a fotossíntese em todas as plantas. É altamente insolúvel na água do mar e é muitas vezes a limitação de nutrientes para o crescimento do fitoplâncton.
Vários cientistas ao redor do mundo já executaram testes para avaliar a viabilidade esta técnica. No entanto, a controvérsia permanece sobre a eficácia do sequestro de CO2 na atmosfera e os efeitos colaterais da mesma.
Sempre é bom lembrar que a proposta de fertilização oceânica também é uma proposta mitigatória e não resolve o problema, apenas pode amenizar os efeitos desse mal que é o excesso de CO2 na atmosfera.
Ficaremos felizes quando ideias como essa não precisarem mais ser estudadas. A real solução seria a diminuição gradativa da emissão de CO2 pela comunidade mundial unida, principalmente pelos poderosos Estados Unidos e China.
Referências
http://marine.rutgers.edu/
http://io9.com/5377120/sydney-dust-storm-proves-geoengineering-the-oceans-could-work