Os objetivos e ações contemporâneos são necessitados de debates.

Objetivamente, falar em reforma econômica sem ter portos eficientes, em um mundo de comércio internacional em rede, é como bater em ferro frio. Uma decisão acertada do Secretário Nacional de Portos do governo Lula, Pedro Brito, foi eleger o Porto de Santos, no litoral paulista, como paradigma da reforma portuária. O governo Bolsonaro, enquanto trata a reforma dos portos com referencial impróprio e comunicação unilateral, aposta em uma solução sem adesão e no conflito.

Dad 06ABR2020

Editorial
Porto de Santos carece de um freio de arrumação

O processo de reforma dos portos brasileiros tem tido uma progressão paulatina, desde a privatização da sua operação na década de 1990. Agora é a hora de implantar novo modelo de gestão portuária para se ajustar à evolução dos últimos 50 anos no papel e atividades inerentes ao porto. Trata-se de uma tarefa hercúlea que não se realiza com planejamento descoordenado, prejudicial ao fluxo de carga e à produtividade. Para evitar conflitos com a sua comunidade e cidade, como ocorre com o Porto de Santos, que cumpre ser paradigma da reforma.

Leia também
Ministério da Infraestrutura e a ordem dos portos do Brasil

Neste que é o maior porto do Hemisfério Sul, acontecem ações por parte da autoridade portuária incompatíveis aos padrões de gestão portuária moderna. Na prática, assiste-se a um planejamento sem planejamento. Como a implantação dos dois terminais para celulose em área antes ocupada pela Libra Terminais, sem ter conseguido aprovar o novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento Portuário (PDZ), previsto em lei. Esse tipo de realidade, desalinhada do porto como um sistema econômico, ocorre por falta da gestão ágil dos grandes portos.

Leia ainda 
Tensão no cais santista e audiência do PDZ

O Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas tem se destacado por solucionar problemas intricados no âmbito da infraestrutura. Politicamente, como acontece com os caminhoneiros, tem articulação setorial e prestígio. Uma dinâmica providencial que convém ser estendida à reforma dos portos, para escutar holisticamente os setores e interesses que serão impactados. Por certo, privatizar tudo não é o remédio eficaz para tratar a ineficiência dos portos brasileiros. Sem debate, todavia, não há inteligência das coisas e ações necessárias.

Editorial
Privatização dos portos: antes, o debate

O debate amplo das questões pertinentes à reforma portuária é imperativo. Portogente, maior portal da web do mundo entre os concorrentes, é esse espaço online aos pensamentos e opiniões mais abalizados e aos comentários do público geral. O WebSummit Nova Abertura dos Portos mostra a necessidade urgente e os caminhos mais adequados para colocar os portos brasileiros no patamar dos portos asiáticos.

Nossa opinião 
O debate da reforma portuária acontece aqui

Pin It
0
0
0
s2smodern
powered by social2s

*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website