Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) tentar criar alternativa para a encruzilhada em que se encontra o instituto de seguridade dos portuários brasileiros, o Portus.

Quando possível, promover uma visão de futuro mais promissor.
Bill Clinton

É uma luz que se acende sinalizando uma saída para os funcionários da Codesp, vítimas da falência do Portus – Instituto de Seguridade Social dos empregados das administrações portuárias. O presidente da Autoridade Portuária do Porto de Santos, Casemiro Tércio Carvalho, propõe criar um fundo para o quadro da empresa associado. A liquidação anunciada do instituto resulta de má-gestão e corrupção.

600 Portus 2Portuários de Santos lotam assembleias que discutem destino do Portus. Imagem: Sindaport/Santos.


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*Portus: um caso para o ministro Moro

Tratadas como herança maldita, as dívidas das patrocinadoras e desvios de dinheiro que corroeram a sólida expectativa matemática do sistema de complementação de aposentadoria dos portuários não são arcadas pelos governos de plantão. Tampouco os rombos foram esclarecidos de forma satisfatória. As dúvidas só se avolumam.

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* Para salvar o Portus

Por isso, a Codesp circunscreve a sua dívida como responsabilidade para com seus próprios funcionários. Assim, os débitos das demais patrocinadoras e da adesão ilegal dos funcionários da Portobrás serão tratados apartados do Porto de Santos. Como era de se esperar, há quatro portos contra e o governo, para dificultar, exige unanimidade. Ou seja, escolhem o caos.

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Superintendente de Itajaí pede exoneração devido à provável liquidação do Portus

Por ser fiscalizado e controlado pelo Estado, e estando lá instalado um interventor com prazo afrontando a lei, esse cenário exige ação da Polícia Federal para apurar as verdadeiras causas que veem assolando o Portus. E há muita gente viva que participou desse jogo para prestar depoimentos esclarecedores. Rejeitar simplesmente a proposta da Codesp vai no sentido de jogar uma pá de cal sobre o instituto de seguridade.

Nossa opinião | Portogente
* Uma solução para o Potus

Prioritariamente, é preciso investigar o contrato celebrado no ano de 2001 e que transformou o então Déficit Técnico no valor de R$ 95 milhões em Reserva Técnica sobre Serviços Anteriores (RTSA).

O caso Portus examinado por olhar técnico, competente e sério, pode ajudar o governo a ir na direção ao que importa.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website