Clique aqui para ler a primeira parte deste artigo.

Primeiramente vimos com ele as nove câmaras frigoríficas destinadas às provisões de bordo, algumas com capacidade até para 20 toneladas.

 

TUDO EM EXPRESSÃO DE TONELADAS

Depois, quando paramos no escritório do encarregado das provisões, verificamos, logo, que falar em toneladas seria coisa comum daí por diante.

 


Eva Klabin foi uma grande apaixonada pelas viagens
marítimas (ver artigo Viagens de Eva). Na foto, está 
cumprimentando o comandante do Augustus - 1967.
Foto: Fundação Eva Klabin

 

Mas para se compreender a enumeração delas, será preciso adiantar que a viagem redonda do “Giulio Cesare” leva uns 34 dias, e que o seu movimento de passageiros sobe a uns 2 mil.

 

Somados estes com a tripulação permanente, constituída de 517 homens, são 2.500 bocas para serem alimentadas.

 

Então, não se admira ou se admira, porque não se imaginava. Temos 30 toneladas de carnes, inclusive de aves; 24 de batata, cebola e alho; 21 de farinha de trigo e outras; 11 de massas e arroz; 30 de frutas; 7,5 de peixes; 5 de açúcar; 3,5 de queijos; 3 de frios; 3 de azeite e banha;  2,5 de peixe em conserva; 2,5 de manteiga; 1,5 de legumes secos; 26 de verduras; 8 de gelo; 8 de peixes; 5 de açúcar; 4 de queijo; 3 de frios; 3 de manteiga; 3 de azeite e banha; 1 de frutas secas; 1 de biscoitos; 1 de temperos; 1.800 quilos de café; 17 mil latas de leite; 3.500 latas de verduras em conserva; 1.600 quilos de geleias; 1.000 latas de frutas em conserva; 1.500 latas de suco de frutas; e 400 quilos de caramelos e bombons. Passando sobre muitos artigos de quantidades menores.

Caro leitor da coluna Recordar, retratos de um determinado momento são importantes para a redescoberta de detalhes interessantes sobre a logística envolvida nas glamurosas viagens de navios de passageiros daqueles românticos tempos.


À esquerda, João Fraccaroli (de summer), proprietário do Parque
Balneário Hotel nos anos dourados. Ao seu lado a sua esposa, Leonilda
Fraccaroli, a bordo do Augustus - 1956. Acervo: Lena Penteado Caldas

Os privilegiados passageiros viveram momentos felizes sobre a superfície dos sete mares, desfrutando, em ambientes esplendorosos, de deliciosos cafés da manhã, almoços e jantares, providenciados pelos dedicados tripulantes dos transatlânticos!

Façamos um brinde àqueles profissionais do mar e também aos bon vivants, que sabiam – e aos que ainda sabem – desfrutar das alegrias da vida.


O comissário de bordo (maestro di casa) Emidio
Amoretti, responsável pelos suprimentos do transatlântico
Giulio Cesare, apontando o grande consumo de bordo. Ao
fundo, o fornecedor de bordo, em 1952, Hélio Silvestre
Poccia. Fotocópia de A Tribuna.

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