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Uma série de navios que também deixaram sua marca foram os famosos Itas, da Companhia Nacional de Navegação Costeira.
 
O apelido surgiu porque eram mais de 40 embarcações, todas com nomes como: Itapagé, Itanagé, Itapuã, Itaquatiá e Itapuca, entre outros.
 
O ex-presidente Itamar Franco nasceu a bordo de um Ita, por isso recebeu o nome de Itamar.


Único cartão-postal conhecido, representando os navios da armadora
Lloyd Nacional (não confundir com Lloyd Brasileiro). Paquetes: Araranguá,
Araraquara, Araçatuba e Aratimbó. Década de 1930

De todos os navios que pertenceram à marinha mercante brasileira alguns merecem destaque, como o Almirante Jaceguay, que, apesar de adquirido de segunda mão no exterior pelo Lloyd Brasileiro, possuía linhas arquitetônicas bem avançadas para o seu tempo.
 
Os anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial foram trágicos para nós, pois, até que o Brasil decidisse se aliar aos Estados Unidos e participar ativamente da guerra, os alemães, com seus submarinos, afundaram dezenas de navios mercantes.
 
Muitas vezes, por não possuirmos armamentos de defesa capazes de fazer frente aos submarinos, como precaução alguns navios não partiam na data marcada.

Logo após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil recebeu, como indenização, dezenas de navios, principalmente da Alemanha, que sofreram várias remodelações a fim de se adaptarem às necessidades das rotas sul-americanas.

Além disso, muitos foram encomendados a fim de substituir os que restaram e que se encontravam obsoletos.

Houve uma significativa revitalização do transporte marítimo em todo o País.
 
Podemos afirmar que aquela época de ouro se encerra de vez na década de 70, quando os últimos navios de passageiros que o Brasil possuía foram vendidos a companhias do exterior.
 
Como no passado a maioria das viagens realizadas por navio era por necessidade e não por lazer, não era praxe levar recordações para casa, daí uma lembrança distribuída a bordo eram os cartões-postais.

Fizeram-se cartões-postais de quase todos os navios que operaram no Brasil. Só que poucos restaram para contar história.
 
Por muitas vezes, passei anos de minha vida à procura da imagem de um determinado navio que só vim a conseguir em cartão-postal.

Daí esses cartões, hoje, não servem apenas para enriquecer a coleção dos aficionados, são verdadeiras relíquias de uma época importante da História do Brasil.

Como cartofilista e amante de navios, sou imensamente grato a todos aqueles que contribuíram para registrar imagens de navios célebres, que brilharam nos mares brasileiros e internacionais, e também de embarcações anônimas, desconhecidas do grande público.
 
E também agradeço ao amigo Edson de Lima Lucas, que sempre garimpou cartões-postais de navios - e também fotografou embarcações -, enriquecendo o acervo brasileiro com imagens que guardam a história da marinha mercante nacional!

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