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Como navio-escola Guanabara, o Sagres participou de várias viagens de instrução pela costa brasileira.

Em 1960, insuficiente para satisfazer as necessidades de treinamento, foi desarmado e nele instalado o comando da Flotilha de Patrulheiros.

Na oportunidade Portugal adquiriu o Guanabara e a bandeira do Brasil foi definitivamente arriada em 10 de outubro de 1961.


Capa do prospecto que conta a História do Sagres,
mostrando o veleiro por bombordo (lado esquerdo)
e com as velas latinas e redondas enfurnadas e
a linda bandeira de Portugal tremulando.

O Guanabara foi incorporado como navio-escola Sagres à Marinha de  Portugal em 8 de fevereiro de 1962, em cerimônia realizada no Rio de Janeiro. No dia 25 de abril, deixou o Brasil e chegou a Lisboa em 25 de junho.

O Sagres tem como objetivo assegurar a formação marinheira dos cadetes, para complementar a instrução técnica e acadêmica ministrada pela Escola Naval.

Além das viagens de instrução, o Sagres tem como missão representar Portugal e a Marinha portuguesa, funcionando como embaixada itinerante.

Desde 1962, o belo veleiro participou, todos os anos, de viagens de instrução, exceto em 1987 e 1991, devido a docagens para reformas e modernização.


O Sagres fundeado (ancorado) na Baía de
Guanabara, após ter participado de uma
parada naval. Foto: Daniel Carneiro.

A primeira viagem de navegação do Sagres em volta do mundo ocorreu em 1978 e 1979. A segunda, em 1983 e 1984. E a mais recente, em 2010.

Após quase um ano de viagem de volta ao mundo, o Sagres entrou na Barra do Tejo, no dia 24 de dezembro de 2010, quando foi saudado e escoltado por várias embarcações até a base naval.

As principais características do Sagres são: comprimento de 90 metros, boca de 12 metros, calado de 6,20 metros e deslocamento de 1.893 toneladas.

O navio tem quatro mastros, altura de 45,5 metros, 10 velas redondas e 14 latinas, com superfície vélica de  1.971 metros quadrados, e armação em barca.


Perfil de boreste, estibordo (lado direito do navio), identificando os nomes
das velas redondas e de formato triângular do sempre jovial Sagres.

Dispõe de um motor auxiliar de 1.000 cavalos e navega à velocidade de 9 nós. A guarnição é integrada por 9 oficiais, 18 sargentos e 114 praças. O navio tem capacidade para 63 cadetes – 51 masculinos e 12 femininos.

O Sagres, a serviço da Marinha de Portugal, passou diversas vezes pelo Brasil, inclusive em Santos, onde foi recepcionado com muita amizade e carinho por parte dos santistas e da comunidade portuguesa do Estado de São Paulo.

A coluna Recordar do Portogente parabeniza a Marinha de Portugal pela passagem dos 75 anos e pelo jubileu de ouro (50 aos) do navio a serviço da nação portuguesa – do sempre belo e jovem Sagres, a jóia rara da Marinha de Portugal!

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