Tempos atrás, recebi do amigo soamarino Eduardo Lopes, diretor executivo da Brazil P&I, um belo folder, com um texto acompanhado de fotografias espetaculares do notável navio-escola Sagres, da Marinha de Portugal. Repasso aos leitores informações sobre a embarcação.

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* O Sagres da Marinha de Portugal

O Sagres foi construído em 1937, pelo estaleiro Blohm & Voss, de Hamburgo, na Alemanha. O nome original do navio era Albert Leo Schlageter, que ostentou até 1948.

Foi o terceiro de uma série de navios construídos para a Marinha germânica, série que incluía o Horst Vessel (atual Eagle, da Guarda Costeira dos Estados Unidos), o Gorch Fock (atual Tovarishch, da Ucrânia) e um outro – que nunca foi concluído. Um quinto navio foi construído especialmente para a Marinha romena.


O belo Brasão de Armas do N.E Sagres

O aparelho do navio não concluído encontra-se no atual Gorch Fock, construído em 1958.

Em 1945, o Albert Leo Schlageter foi capturado danificado, durante a guerra, em Bremerhaven, pelas forças americanas, e posteriormente cedido ao Brasil – em 1948, como indenização de guerra.


A jóia rara da Marinha de Portugal, o N.E. Sagres, quando passava pela
Fortaleza de Santo Amaro, na entrada do canal de acesso ao Porto de
Santos - agosto de 2007. Foto: Silvio Roberto Smera.

Vale lembrar que o Brasil teve vários navios torpedeados por submarinos alemães, além de ter sido o único país da América do Sul que participou da Segunda Guerra Mundial.

Portugal, em 1962, adquire a embarcação do Brasil, para substituir o antigo navio-escola Sagres, também um antigo navio alemão, o ex-Rickmer Rickmers, apreendido por Portugal no Porto da Horta, Açores, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).


Cartão-postal do Sagres, que neste ano de 2012 está
completando 75 anos, dos quais 50 a serviço de Portugal.

Esta é a razão do atual Sagres ser também conhecido como Sagres II. Na realidade é o terceiro navio a receber esse nome. O primeiro era uma corveta construída na Inglaterra, em 1858.

Em 1948, o Albert Leo Schlageter foi repassado pelos Estados Unidos para o Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro, rebocado, em 6 de agosto. Em 27 de outubro, foi incorporado à Marinha do Brasil e recebeu o nome de Guanabara.

Clique aqui para ler a segunda parte deste artigo.

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