Emblema da gloriosa Força
Expedicionária Brasileira. Quando
escutavam o troar dos canhões
no Teatro de Operações da Itália,
os pracinhas costumavam dizer:
"a cobra está fumando".
Há 66 anos chegava ao Brasil, no Porto do Rio de Janeiro, então Capital Federal, o navio-transporte de tropas General Meighs, da Força de Transportes dos Estados Unidos, trazendo os primeiros pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
* Um monumento aos ex-combatentes das Forças Armadas que lutaram contra as forças nazi-fascistas
* Windhuk, o canto dos ventos - 70 anos
Em 18 de julho de 1945, os canhões da Fortaleza de São João, Santa Cruz e do Forte de Copacabana saudaram os soldados, que foram recebidos como heróis pela população!
O navio General Meighs retornou com nova leva de pracinhas em 17 de setembro do mesmo ano.
O General W.A. Mann, da Força de Transportes dos Estados Unidos,
foi outro transporte de tropas que levou o segundo escalão da FEB à
Itália em 1945. Sua estréia na guerra foi em 11/jan/1944. Reprodução.
Aliás, vários navios auxiliaram no retorno dos escalões. Dentre eles o LeJeune (ex-Windhuk), o Mariposa, da armadora Matson Line, ambos a serviço da Força de Transportes, bem como os nacionais D. Pedro I, D. Pedro II e Duque de Caxias (do Lloyd brasileiro) e os cargueiros Rute Lykes e Elisabeth, este com material bélico, dentre outros.
Embora todas as viagens de transporte de tropas de volta para o Brasil tenham sido importantes, foi a primeira viagem de retorno do General Meighs que ficou marcada na História.
O LeJeune (ex-Windhuk), navio aprendido em Santos no período
bélico e vendido para os Estados Unidos, onde foi retirada uma das
chaminés e convertido em navio transporte de tropas. A única peça
que existe do legendário navio é o sino de bordo, que se encontra no
Campo de LeJeune (homenagem a um fuzileiro) dos fuzileiros
navais, na Califórnia. Reprodução.
A chegada de setembro também deixou lembranças inesquecíveis não somente nos pracinhas, mas nos familiares e amigos que foram receber os heróis da guerra.
As portas das cidades brasileiras se abriram para dar passagem aos heróicos soldados que ajudaram a defender as nações aliadas.
Pracinhas no campo de batalha em território italiano. A FEB estava
sob o comando do V Exército americano. Reprodução.
Após o desembarque no Rio, onde estava presente o presidente Getúlio Vargas, houve o Desfile da Vitória pela Avenida Rio Branco, onde o povo consagrou, com aplausos, os bravos expedicionários – foi um espetáculo emocionante!
Mas, devido ao entusiasmo da população que se misturou aos pelotões, o desfile não avançou muito pela famosa avenida carioca – eram palavras de carinho, beijos, abraços e tudo mais que os heróis mereciam!
Soldados da FEB a bordo do transporte General Meigs - 1945.
Reprodução.
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