Foto: EFE / www.opinion.com.bo

A jovem atleta palestina Woroud Swalha nos 800 metros

Ainda na semana que se comemorava o Dia Internacional da Mulher, a jovem palestina Woroud Swalha mereceu o aplauso do público na prova eliminatória dos 800 m de atletismo no Campeonato Mundial Indoor, em Istambul (Turquia). Respeitando a sua orientação religiosa, a atleta palestina competiu com o corpo praticamente todo coberto, incluindo a cabeça com o hijab, o véu islâmico.

O mundial em pista coberta é a competição de âmbito universal que antecede aos Jogos Olímpicos de Londres. Caracteriza-se, portanto, como um termômetro para conhecer os aspirantes ao pódio olímpico deste ano de 2012. Swalha não se destacou pela velocidade, mas sim pela presença e postura. Ela foi a última colocada, com um tempo muito superior (2min51s87) ao da melhor classificada (a russa Elena Kofanova, 1min59s80).

A Palestina (do original Filistina – “Terra dos Filisteus”) é a denominação desde a Antiguidade da região do Oriente Próximo (também chamado de “Oriente Médio”), localizada ao sul do Líbano e a nordeste da Península do Sinai, entre o Mar Mediterrâneo e o vale do Rio Jordão. Considera-se a prometida Canaã bíblica, que os judeus tradicionalistas preferem chamar de Sion.

O Líbano, local de origem dos Fenícios, uma cultura marítima que floresceu durante quase 2.500 anos (3000-539 a.C.), encontra-se na região do Crescente Fértil, onde surgiram as primeiras grandes civilizações da humanidade.

Filho de pai libanês e mãe brasileira, o professor hemérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, FFLCH-USP, autor de mais de 300 trabalhos acadêmicos, Aziz Nacib Ab’Saber proferiu seu último “ai” na sexta-feira (16/03). Um dia antes, porém, como quem tem plena consciência da importância da continuidade da vida, levou à sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, um DVD com sua obra completa, de 1946 a 2010. 

Conheci o professor Ab’Saber em meados da década de 80, quando ele era presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), entre 1982 e 1983. Naquela época, entre as suas constantes lutas pela preservação das riquezas naturais do Brasil, o cientista cultural trabalhava pelo tombamento da Serra do Mar.

Aziz foi um dos grandes responsáveis por meu interesse em ligar arquitetura e geografia, na tentativa de entender um pouco melhor os espaços físicos e sua relação com os sociais.

“É difícil governar sem entender o espaço. É preciso que o conhecimento seja colocado na testa dos governantes.” (Ab’Saber).

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