As cidades contemporâneas, sob o ponto de vista do professor Mendes da Silveira Jr., se deslocam com o deslocamento das pessoas. Esta afirmação pode revolucionar as definições de território, identidade e pertencimento individual. Se não considerarmos a necessidade de referências físicas locais de cada pessoa e admitirmos que bastem referências virtuais globais, estaríamos liberando os territórios para constantes mudanças?

Não seriam mais obrigatórios os grandes esforços para preservar as características físicas dos bens classificados como patrimônio histórico ou cultural porque os registros documentais (materiais e virtuais) já foram efetuados? Ou, pelo contrário, justamente porque o planeta se tornou uma cidade global, os patrimônios antes reconhecidos pelas comunidades locais agora devem, mais ainda, serem preservados como patrimônio cultural (sem a restrição de territorialidade)?

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Imagem: www.gabeira.com.br

A televisão mostrou em três cores os prédios que
caíram na Av. Treze de Maio, no Rio de Janeiro (RJ)

Em nossa coluna anterior, interrompemos o curso normal deste período de festas de aniversários de cidades portuárias da Baixada Santista e do Porto de Santos para comentar a lamentável tragédia dos desmoronamentos na Cinelândia, Centro da cidade portuária do Rio de Janeiro.

Há quem pense que um prédio de 70 (setenta) anos já está velho demais, sendo recomendável a sua demolição para dar lugar a um novo edifício. Não é o que defende o engenheiro Luiz Antonio Cosenza, presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). Para ele o desmoronamento foi uma surpresa, pois, apesar de antigos, considera que os prédios da região têm uma estrutura mais sólida do que as construções mais modernas.

Vamos deixar este debate para as próximas colunas e hoje queremos lembrar você que ainda dá tempo de ver a 2ª Mostra de Arte do Porto na Galeria de Arte Nelson Penteado de Andrade, Edifício Arquiteto Aníbal Martins Clemente, sede da Prodesan em Santos, um edifício moderno com mais de quarenta anos. 


Detalhe de fachada do Edifício Arquiteto Aníbal Martins
Clemente, sede da Prodesan por Carlos Pimentel Mendes,
em 23 de junho de 2007

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