A tendência das economias ocidentais, que já passou para as orientais, é a predominância das leis do mercado. Ele (o mercado) determina o quê, como e para quem produzir. Os governos, porém, devem desempenhar papéis importantes na supervisão e regulamentação das atividades econômicas, na oferta de serviços públicos e na repartição dos recursos.

Foto: Chevron/Reuters

Barcos montam barragem contra vazamento
de óleo da Chevron, no Rio de Janeiro

No caso das atividades de prospecção e exploração de petróleo, cabe ao governo desenvolver um sistema eficiente de monitoramento. Não é recomendável que os agentes públicos dependam das informações das empresas para saber dos eventuais acidentes no mar. A Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais já utilizam um sistema de monitoramento por satélite para acompanhar queimadas e desmatamentos. Procedimentos semelhantes poderiam ser implantados no litoral e em alto-mar.

Por outro lado, o projeto arquitetônico deve ser normalmente elaborado para que a obra aconteça com economia e para que a qualidade do espaço seja satisfatória, atendendo à legislação, às funções de uso, à acessibilidade universal, ao conforto ambiental e à estética da paisagem urbana.

Foto: http://diariodorio.com

Museu do Amanhã – Porto do Rio de Janeiro - Projeto do
arquiteto espanhol Santiago Calatrava

O processo urbanístico de ocupação e expansão de um território costuma retratar a história da sociedade e da cultura da comunidade que habita aquele local. Como bem expressou Carlos Pinto, Secretário de Cultura da cidade portuária de Santos, na introdução da “Cartilha do Patrimônio Cultural – CONDEPASA. 2010”:

“O registro destes fatos muitas vezes é apenas encontrado em livros ou na própria memória do povo. Felizes são as cidades que ainda preservam a história gravada em sua arquitetura.”

O patrimônio cultural, documentado pelos imóveis tombados, representa as diferentes fases vividas pelos grupos sociais, desde a arquitetura barroca do primeiro ciclo do açúcar no período colonial até o modernismo da economia industrial do século XX, contemplando diversos estilos arquitetônicos.  

Os edifícios mostram apenas alguns dos elementos do conjunto urbano, composto por vias, praças e diversos outros elementos. E, no caso da cidade portuária, o espaço marinho revela-se como um importante componente cultural.

Destacamos esta semana três profissionais, homenageados nos dias 11 e 13 de dezembro, respectivamente, o arquiteto, o engenheiro e o marinheiro. Arquitetos e engenheiros estão vivenciando uma fase de valorização no mercado de trabalho, motivado pelo aquecimento da construção civil brasileira. Marinheiros, a presença essencial na proteção do nosso mar.

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