“Não há bons ventos
para barcos sem rumo!”
(Milenar provérbio chinês)

“Para quem não sabe aonde vai,
qualquer caminho serve!”.
(Variante tropicalizada).

“Dominar tecnologia é importante, mesmo se sua opção é a compra (se quiser comprar bem)!”. “Quem sabe pouco, aprende pouco (quando não é enrolado)!”. Aí algumas das (boas) lições do meu início profissional, no setor elétrico e no Metrô/SP (então exemplos de excelência técnica, qualidade de serviço e inovação): bem especificar, acompanhar a produção, ensaiar, controlar a “mortalidade infantil”, monitorar confiabilidade, adequar os programas de manutenção... era algo que as chamadas “estatais produtivas” (e muitas unidades da administração direta, também) não abriam mão, na busca de resolver os problemas à frente e poder prestar adequadamente seus serviços. Muitos fornecedores (nacionais e estrangeiros) até chiavam, mas eram poucos os gatos comprados por lebre.

Os tempos são outros. Muitos setores e/ou atividades de infraestrutura e serviços públicos foram (para o bem!) desestatizados - portos entre eles; passando a impressão de que o Poder Público podia até se aposentar. E alguns acreditaram! Mas esses equívocos têm seu preço.

Quem se especializou em banco de dados, claro, apresenta dados/informações como se fosse o único instrumento e a panaceia universal. Idem com quem vende métodos quantitativos, cálculo estrutural, EIA/RIMA, interpretação jurídica, cálculo de TIR/VPL, modelagem... Tudo mais é complementar; acessório. Sua ferramenta é quase autossuficiente. Lógico e compreensível: nós não sabemos aquilo que não sabemos!

Decisões poderiam ser agilizadas, estudos/projetos deixados de ser engavetados e dinheiro desperdiçado se o agente público fosse capaz de previamente especificar aquilo do que efetivamente precisa (a produzir ou a comprar). Todavia, muitas vezes ele não consegue explicitar, sequer, o problema que precisa resolver!

Duas lições finais: i) dificilmente algum problema, real, principalmente na área de infraestrutura e serviços públicos (portos e logística, entre eles), depende apenas de uma área de conhecimento. ii) conhecimento técnico (ainda que plural!) é essencial mas; no mais das vezes, opções nessas áreas resultam em “soluções de compromisso” e, essas, de negociações com inúmeros atores.

Próximo: “PDZ, MP, PAP, PNAP, PGO, PNLP, PND, PNLT, CONIT:
Novidades no Processo Decisório?”

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