Semana que vem, em São Sebastião e Ilhabela, há audiências públicas ambientais para ampliação do Porto. Substituem as de FEV/10, suspensas, na véspera, por gestão do então secretário Estadual de Meio Ambiente, alegando existência de lacunas. Isso, sem manifestação formal das áreas técnicas e mesmo tendo sido aceito o EIA, o RIMA e as complementações antes determinadas.

Para surpresa de muitos, ampliação (e não novo porto!): ele vem sendo implantado há 70 anos; e pelo Canal circulam, anualmente, cerca de 800 navios (de grande porte!), 300.000 cruzeiristas e mais de 50 milhões de toneladas (carga superior à metade da dos líderes Santos, Tubarão e Itaqui).

Rompendo tradições, infelizmente arraigadas, desta vez o processo não sofreu solução de continuidade: prosseguiu pela visão estratégica do Governador e Secretários, e a diligente competência da Diretoria, técnicos e consultores (Docas e licenciadores). Assim, as análises permitiram demonstrar a inexistência de lacunas, ratificar a concepção original e atender-se recomendações; destacando-se a preservação da vegetação de manguezal, criada junto à Travessia: difícil entender-se a relevância de tal preservação – mas vá lá!.

Obstáculos precisaram ser superadas (com ciência e tecnologia; discussão e negociação) e mitos descontruídos. P.ex: consolidou-se a importância da ampliação (inclusive para turismo e Pré-Sal); comprovaram-se até melhorias no sistema viários com os Contornos e Duplicação da Tamoios (em muito impulsionadas pelas expansões portuárias) e a não saturação durante as obras, graças à sintonia na implantação dos projetos portuários e rodoviários. Não há incompatibilidade com os esportes náuticos nem com o turismo; não haverá chuva ácida a destruir a Mata Atlântica, nem Ilhabela perderá sua vista. Tudo isso vem sendo apresentado e discutido em mais 30 reuniões preparatórias com entidades técnicas e comunitárias, procedimento em teste pelo IBAMA.

Enfim, pode-se chegar a um plano de ampliação do Porto de São Sebastião burilado e amadurecido. E, com as soluções sustentáveis de energia, água, esgoto, lixo, ruído e paisagismo, em curso, não estará ele credenciado a se incorporar ao conjunto e movimento mundial dos “green ports” (portos verdes)?

Próximo: Logística é mais (bem mais) que Transporte!

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