Editorial | Coluna Dia a Dia
(em avaliação em 2026)
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Refletir sobre o Porto de Santos do Futuro é não apenas inadiável, mas basilar diante do imperativo de um planejamento inovador, ancorado em novos conceitos de produtividade portuária. A implantação de avanços tecnológicos - com destaque para a automação – deve ser compreendida no sentido mais amplo da produtividade: aquela que envolve eficiência operacional, segurança de dados, compartilhamento de informações, sustentabilidade e a movimentação ágil e segura de cargas e pessoas. Um cenário de robusta integração com o desenvolvimento nacional.
O porto do futuro opera muito além da simples carga e descarga. Atua como uma plataforma integrada de desenvolvimento econômico, tecnológico e ambiental. Trata-se de um processo de transformação profunda da infraestrutura e, sobretudo, da governança. Exige decisões técnicas, despolitizadas, previsíveis e estáveis. Esse é um discurso necessário à inteligência das coisas e das ações, especialmente quando envolve o principal porto do hemisfério sul – tema que, inevitavelmente, deve ser avaliado no tempo político da eleição presidencial, na qual o presidente Lula concorre à reeleição. Como empresa estatal, a Autoridade Portuária de Santos (APS) reverbera no governo Lula e pode exercer uma influência moderada, mas relevante no desfecho da eleição presidencial 2026. Principalmente o leilão do STS10 e as desapropriações para construir o túnel submerso conectando as margens do canal de acesso do porto.
Veja mais: Projeto STS10 caminha para a judicialização - Portogente
Doravante, esses temas e algumas panelas políticas mal tapadas deixam de ser restritos ao Porto de Santos, para fazerem parte dos discursos das eleições nacionais, mais pulsantes. O Porto de Santos do Futuro convive com a cidade, sem sufocá-la e é indutor de desenvolvimento nacional. Apoia a reindustrialização, o agro de alto valor, a exportação de tecnologias e conecta o Brasil a grandes portos globais. Diferente de ser um porto maior, prioritariamente é mais eficiente, mais sustentável, mais inteligente e mais estratégico. Isso significa menos improviso e menos interferência política, hoje ruidosamente e uma realidade incontestável.
Portogente, sem criticismo, propugna e vai promover o debate do Porto de Santos do Futuro pelas redes sociais, como avaliação das políticas e decisões do governo Lula, relativas ao principal porto brasileiro. Na busca de conhecimento, expor o que foi feito e o que deveria estar pronto.
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Indubitavelmente, sem uma autoridade portuária técnica, estável e blindada de ciclos eleitorais, qualquer projeto estará sempre incerto. Porto de Santos do Futuro não combina com improviso e arremedo político momentâneo. Estará sempre sob risco, como bem demonstra a centenária história exitosa da Companhia Docas de Santos
Implantar soluções inovadoras na manutenção das profundidades do porto, promover progresso tecnológico, conectividade intermodal, entre outras demandas fundamentais e desenvolver o conceito de porto indústria, são exemplos de pautas essenciais para o novo tempo do comércio marítimo que passa pelo Porto de Santos.








