A utilização de mapas se faz necessária em diversas atividades, já que possibilita a orientação do homem no espaço em que vive. Contudo, existem diferenças entre as perspectivas dos profissionais que produzem essas representações e as perspectivas daqueles que as utilizam.

A visão do profissional que confecciona o mapa é mais detalhista e focada em gerar um produto com confiabilidade geométrica, temática e multilingual. Já a visão do usuário de mapas é direcionada para a resolução de um problema específico, utilizando-se do mapa para avaliar, locar ou conhecer algo da área representada por este, tendo como meta executar um trabalho apoiado no conhecimento espacial.

A figura abaixo representa o processo de comunicação cartográfica (interpretação e representação da realidade) mostrando que há três realidades diferentes. A realidade 1, do profissional que levanta informações em campo, a realidade 2, do profissional que confecciona o mapa com informações levantadas por terceiros, e a realidade 3, do profissional usuário ao utilizar informações do mapa.


Modelo de comunicação na cartografia digital automatizada,
baseado em Nogueira (2008) e Kraak & Ormeling (1996)

Também na figura acima são descritos os conceitos de mapa temporal e mapa permanente, exemplificando e demonstrando o quanto a informática trouxe mobilidade à arte de confeccionar mapas.

O mapa permanente é um mapa em formato impresso (analógico) ou em formato matricial (digital). Nos dois casos os dados contidos nesses mapas não podem ser alterados. Já o mapa temporal pode sofrer alterações, permitindo a modificação dos dados visando adaptação a um uso especifico. Ainda sobre a figura acima o profissional da realidade 2 utiliza o conceito de dado temporal para alterar a base de dados e confeccionar novos mapas.

De acordo com Nogueira (2008), as diferentes interpretações em um mesmo mapa têm diferentes explicações. Podem ser derivadas de erros no processo de representação cartográfica; de inconsistências no método de mapeamento; ou ainda em virtude da interpretação incorreta por parte do usuário das informações cartográficas ou falta de compreensão a contento.

A comunicação cartográfica objetiva evitar confusões entre as informações levantadas em campo, processadas em escritório e interpretadas pelo usuário final. Desse modo nas três etapas é necessário o conhecimento do profissional que administra a informação e essencial que o mesmo tenha visão holística do processo da comunicação cartográfica.

Referências
KRAAK, M.; ORMELING, F. Cartography visualization of spatial data. [S.l]: Addison Wesley Longman, 1996. ISBN 0-582-25953-3.

NOGUEIRA, R. E. Cartografia – Representação, Comunicação e Visualização de Dados Espaciais. Florianópolis: Editora da UFSC, 2008.

Pin It
0
0
0
s2sdefault
powered by social2s
O que você achou? Comente