Dia 18 de outubro é data em que celebramos nobres profissões, como médicos e pintores e também estivadores. Os estivadores comemoram seu dia em data diferente dos demais trabalhadores portuários, que celebram sua profissão no dia 28 de janeiro, em alusão a abertura dos portos as nações amigos por D. João VI.

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Chegamos a mais um 18 de outubro. Apesar da profissão de estivador existir no Brasil desde que os portos existem, foi em 1943, com a promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que se garantiu aos estivadores, entre outros direitos, a operação da escala de trabalho por meio do sistema de closed-shop.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu: greves, manifestações, paralisações, atos de solidariedade. Contudo, o que mais mexeu com os estivadores brasileiros foi a promulgação da Lei nº 8.630/93, que acabou com o sistema de closed-shop. De lá para cá, quase 20 anos se passaram, e neste tempo, os estivadores viram a sua força de trabalho diminuir, o seu controle sobre a escala de trabalho passar para o OGMO, a profissão mudar de perfil – do trabalho estritamente manual para um trabalho com auxílio de equipamentos e máquinas - e algumas mudanças apontam no horizonte.

Cada vez é maior a presença de trabalhadores com vínculo empregatício por tempo indeterminado entre os estivadores e este número tende a crescer. Esta é a pressão dos operadores portuários e é este o caminho que o pacotão do governo para o setor portuário parece indicar. Desta forma, em mais um 18 de outubro, Dia do Estivador, o que estes profissionais, que vêem a riqueza da nação passar por suas mãos, têm a comemorar? Será que há o que comemorar?

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