I O artista na paisagem portuária

Marcio Garrido é um artista plástico, um escultor, mas é também um portuário, um trabalhador com acesso ao cais do Porto de Santos. Nessas duas imagens de seu perfil na rede social Facebook, o vemos trabalhando, esculpindo ali no cais, este cais tão familiar à Cidade quanto hoje interditado a seus habitantes devido à dificuldade de acesso por causa de códigos de segurança e da própria natureza do formato de concessão, que faveliza o porto em puxadinhos privados fechados uns aos outros e todos à cidade.

A tranquilidade que Garrido aparenta nessas duas fotografias é uma fortaleza.

II A paisagem portuária do artista

Garrido faz parte do grupo Garage, coletivo de artistas que querem se reunir, não definir. Está ao lado das bailarinas Jeanice Ferreira e Tatiana Justel, do escritor Marcelo Rayel e dos artistas plásticos José Manoel Souza Neto, Olegario Monteiro e Costa Villar. Como disse acima, não há guarda-chuva estético que iguale os integrantes do grupo, é o gosto de estar junto que os move. Mas podemos aproximá-los de outras formas: a paisagem real em que Garrido trabalha nessas fotos é, por exemplo, um dos temas das pinturas de Costa Villar, como na pintura abaixo, em que alguém está na familiar posição à beira da linha d’água acompanhando um navio ao deixar a barra. Junto com a figura que espera, a lua e um jardim.

Nesta outra, mais do que a reprodução fotográfica, acompanhamos a interferência do fotógrafo, já que o foco de luz não está pintado, é iluminado pelo trabalho do fotógrafo Fabiano Ignácio. E quem visitar a galeria de imagens de Costa Villar no Facebook (clique aqui) poderá acompanhar o deslocamento do foco de luz sobre a pintura.

Outra interação entre os componentes do grupo pode ser vista nesse vídeo de um minuto de Olegario Monteiro sobre outra obra de Villar, “Villar em movimento”:

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