Os historiadores da Baixada Santista foram limitados pelos muros do Porto de Santos

Se as administrações do principal porto do Hemisfério Sul, em vez do alinhamento político, priorizassem o logístico e atentassem às oportunidades para um planejamento mestre para o desenvolvimento, há muito o Porto de Santos teria uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) respaldada no Decreto-Lei nº 2.452/88, como fizeram outros portos brasileiros. Assim, ser também um porto-indústria usufruindo o regime de drawback, eliminando tributos nas importações utilizadas em produtos exportados. Forma clássica de gerar trabalho, riqueza e desenvolver tecnologia.

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Esse é um debate que está sendo estruturado e abrange a utilização da ampla rede de rios e canal para estender o processo industrial verde aos municípios vizinhos. É um tema nada trivial, a começar pelas barreiras causadas pelas alturas de pontes, sem calado aéreo para trânsito de contêiner. Da mesma forma, a construção do porto em mar aberto (off-shore) faz parte dessa perspectiva de comércio pujante. Na relação porto-cidade, a construção do túnel submerso é prioridade.

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A zona portuária de Santos, localizada na sua área insular e junto ao urbano adensado, tem limitações rígidas na nova cultura ESG – sigla em inglês para Ambiente, Social e Governança. Preservar a cidade para as pessoas é um item determinante da conduta. Na visão operacional, tivesse a Tecsis mudado para Bertioga a sua fábrica de pás para geradores eólicos em Sorocaba, proposta do Portogente, eles não teriam fechado essa unidade nem demitido 400 funcionários. A logística das suas carretas na descida da serra inviabilizou o negócio.

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Potencializar o papel desenvolvimentista e no grau histórico do Porto de Santos vai além do curto espaço de tempo de um mandato presidencial. Doravante, o cenário ESG e o tecnológico estabelecem novo modo de fazer, com nova tecnologia para decidir e fazer mais ágil, com sustentabilidade. Ao mesmo tempo, acontece uma revolução industrial descarbonizando o planeta. Tudo junto, construindo a nova história do centenário porto líder no Hemisfério Sul. O secretário de Portos, Mário Povia, profissional competente e de diálogo franco, beneficia o porto e serve ao País.

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Portogente articula a elaboração de uma proposta, com quem entende de Porto de Santos, para debater com grandiosidade o programa de porto do governo Bolsonaro e do candidato Lula, os dois que disputam o próximo mandato presidencial. Das perguntas enviadas aos demais, houve resposta do ex-candidato Doria e ela será incluída neste debate. É um momento de renovação de um Brasil com 200 anos gloriosos de independência.

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