Gestão de frota, escolha de veículos acessíveis e tecnologia ajudam a equilibrar despesas nas entregas urbanas

Créditos: Olivier Le Moal/iStock
A logística de última milha, conhecida como last mile, corresponde ao trecho final da entrega, quando o produto sai do centro de distribuição e chega ao consumidor. É a etapa mais sensível da operação, impactada por trânsito, restrições de circulação, janelas de entrega e custos operacionais elevados.
Um estudo da consultoria Last Mile Experts aponta que a última milha pode representar até 65% do custo total do frete. O percentual é impulsionado pela expectativa de entregas cada vez mais rápidas, além da dispersão dos destinos e do aumento das tentativas frustradas de entrega, que elevam o consumo de combustível e o tempo das equipes em campo.
O papel da frota na eficiência da última milha
A escolha dos veículos é determinante para controlar os custos operacionais. Em áreas urbanas, modelos compactos, econômicos e de fácil manutenção permitem maior agilidade no trânsito e redução de gastos com combustível e reparos. Veículos leves também facilitam manobras em ruas estreitas e permitem maior quantidade de entregas por dia.
Dentro dessa lógica de otimização, os carros de até 50 mil reais surgem como alternativa para pequenas e médias operações logísticas. Esse perfil de frota permite equilibrar investimento, custos e eficiência operacional. Além disso, amplia o acesso à renovação de veículos, reduzindo riscos de falhas mecânicas e paradas inesperadas.
Nesse contexto, destacam-se modelos como o Fiat Fiorino e o Volkswagen Kombi, que oferecem amplo espaço interno e baixo custo de manutenção. Já os modelos compactos, como o Chevrolet Corsa e o Renault Clio, são eficientes em entregas menores e apresentam baixo consumo de combustível.
Tecnologia e roteirização inteligente
Além da escolha do veículo, a eficiência da última milha depende da tecnologia. Sistemas de roteirização que consideram o trânsito em tempo real e os padrões históricos de deslocamento permitem reduzir o tempo ocioso e o consumo de combustível, além de aumentar a previsibilidade das entregas.
Ferramentas de telemetria monitoram o desempenho da frota, identificam comportamentos de direção que aumentam o desgaste e permitem planejar manutenção preventiva. Esse acompanhamento reduz paradas inesperadas e prolonga a vida útil dos veículos.
A utilização de microhubs urbanos e pontos de retirada também contribui para reduzir distâncias percorridas e aumentar a taxa de sucesso na primeira tentativa de entrega, fatores que impactam diretamente o custo final da operação.
Gestão orientada a indicadores
O acompanhamento de métricas como custo por entrega, consumo médio por quilômetro, taxa de insucesso e ocupação do veículo permite identificar gargalos e oportunidades de melhoria. Além disso, padronizar a frota ajuda a negociar preços de peças, serviços e seguros, trazendo maior previsibilidade aos gastos.
Em um contexto de margens reduzidas e exigência crescente por agilidade nas entregas, o equilíbrio entre investimento em veículos acessíveis, uso de tecnologia e gestão estratégica torna-se um fator decisivo para sustentar a eficiência da última milha nos centros urbanos, garantindo competitividade, previsibilidade operacional e maior capacidade de escala.









