O porto do comércio internacional é fator de otimização da competitividade e da oportunidade no mercado ao redor do mundo. O produto nacional movimentado nos portos brasileiros não está livre dessas pressões

Acertadamente, por causa da epidemia da covid-19, foi cancelada a discussão da concessão das companhias docas, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), nos dias 18 e 19 próximos, para a qual estava prevista a abertura do secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni. Esse debate é muito esperado e necessário, para esclarecer o propósito obscuro do governo para privatizar os portos brasileiros. No Portogente não entra coronavírus e esse debate está acontecendo no WebSummit Nova Abertura dos Portos.

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Foto: Divulgação - Porto de Santos

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De forma moderna e inovadora, convém ao Ministério de Infraestrutura utilizar o Portogente, o líder mundial de audiência entre seus concorrentes, para fortalecer a sua posição na reforma portuária. Com as próximas eleições municipais e a campanha presidencial aquecendo-se a partir de 2021, o ambiente futuro terá forte organização partidária. A última reforma portuária, capitaneada pelo ex-deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mostrou que o afogadilho não produz a solução que o setor almeja.

Portanto, e já dito com frequência, essa reforma é urgente. Mas, sem sombra de dúvida, não será a tão anunciada privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) o paradigma que poderá ser adotado para os demais portos nacionais, em especial, o Porto de Santos. Por ser insuficiente para harmonizar aspectos físicos, comerciais, sociais e estratégicos, objetivando a produtividade e a sustentabilidade, levando em conta toda a abrangência de cada porto. De forma que, através de aspectos institucionais e marcos jurídicos, possibilite soluções comunitárias regionais reformarem seus respectivos portos.

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A premência do tempo, que as novas tecnologias nos impõem, demanda o imprescindível debate das propostas de gestão dos tão ineficientes portos do Brasil. Sob pena de se perder mais uma década de oportunidades de crescimento, é necessário buscar o entendimento que seja capaz de fornecer uma direção e meios de inovar o cenário portuário atual sem rumo. Missão impossível de ser cumprida através de um planejamento invertido, em que se parte da privatização como meio para definir um fim.

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Sobeja competência nacional, porém minimamente utilizada, para promover a inadiável reforma portuária. Começando pela análise e a explicação claras do fim e dos meios. Pois a decisão final será tomada no Congresso Nacional. Em uma conjuntura política tensa para tratar de questão que impacta setores de múltiplos e complexos papéis essenciais. Como é a atividade portuária, o pulmão da economia no sentido amplo: na produção de bens com valor, distribuídos entre indivíduos. Esse debate acontece no Portogente.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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