Portos são os principais pontos de entrada e saída do comércio internacional. Portanto, sua eficiência tem um impacto direto na capacidade do Brasil participar do comércio internacional e integrar a economia mundial

No próximo dia 18, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Paulo, o secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni, fará a abertura de mais um evento daquela entidade para debater a reforma dos portos nacionais. Também exporá sobre o tema, o presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Júlio Castiglioni, ambos tentando demonstrar, na contramão do mundo, as dificuldades do modelo landlord no Brasil, como se o povo brasileiro fosse uma raça inferior.

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Essa iniciativa do secretário de Portos atende à necessidade urgente desse debate, que Portogente vai ampliar, como convém, para clarear o entendimento do que se anuncia como solução de uma questão tão estratégica para o desenvolvimento do País. A presença do presidente da Codesa anuncia o propósito de se adotar o modelo de privatização dos portos do Espírito Santo. Para dizer o mínimo, um referencial sem contexto suficiente para realizar uma nova abertura dos portos brasileiros.

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O que fica explícito, é que se tenta reinventar a jaboticaba. Tem sido observado que as referências para justificar esse posicionamento fundamenta-se em modelos portuários com nenhum desempenho invejável. O que seria o caso, se fossem adotados os portos de Roterdam, Hamburgo ou os asiáticos, todos modelos landlord. Por óbvio, transparece que se debate um modelo de negócio previamente decidido e se busca jargões para construir um teorema com uma tese infundada.

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É fácil de entender o clamor impensado do governador de São Paulo, João Doria, que não tem credenciais para ser um secretário de portos, mas defende simplesmente a privatização do Porto de Santos. No caso do engenheiro Diogo Piloni, as colocações exigem argumentos robustos e demonstração consistente, para confrontar ideias relevantes e representativas do setor, com interesses em jogo. E evitar em escala maior os conflitos que ocorrem no debate do PDZ do Porto de Santos.

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Qual porto a consultoria que elabora o projeto da Codesa tem no seu currículo de privatizações? O maior valor que um porto tem que gerar é máxima produtividade na movimentação de carga e pessoas e mínimo de conflito entre os interesses da sua comunidade. Principalmente em um cardápio de vários modelos possíveis, cujo critério são retornos pontuais, distinto do papel sistêmico da atividade portuária. Os referenciais, até agora, têm sido bem distantes dos portos eleitos pelo presidente Jair Bolsonaro.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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