O Blog do Bruno Merlin desta semana, no Portogente, divulga que o governo Temer pode descarrilar o Brasil ainda mais. Isso porque anunciou, mesmo tendo prazo de quase 10 anos ainda, que prorrogaria, agora e por mais 30 anos, o direito da Vale explorar a Ferrovia de Carajás, no Pará. E que os recursos decorrentes dessa operação seriam utilizados para construção de uma ferrovia, só que não no Pará, mas na região Centro-Oeste, a chamada ferrovia FICO.

Ferrovia paraense

Na tentativa de aliviar a pressão dos paraenses e sem popularidade, o governo faz ar de desentendido e de que não é com ele anunciar que vai construir o trecho da ferrovia Norte-Sul, que liga Açailândia, no Maranhão, ao porto de Barcarena/Vila do Conde, no Pará. Acha que, assim, compensa o Estado do Pará. No entanto, o governador do Estado acusa que esse projeto nem de longe beneficia o sul e o sudeste do Estado.

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Fato é que o Pará tem em estado avançado um projeto de qualidade logística e socioeconômica. A Ferrovia Paraense tem um traçado que liga o Norte ao Sul do Pará-Oriental, bem como integra minas (16) e polos do agronegócio ao mercado mundial por meio do complexo portuário de Barcarena. Uma obra que será referência mundial de sustentabilidade, por preservar terras indígenas, remanescentes quilombolas e impactar o mínimo florestas naturais.

Claro que assistimos a um conflito partidário menor, com apoio extremado do Governo Federal e que desatende aos interesses maiores do País. A defesa desse projeto se reveste prioritariamente da necessidade de um debate que mostre as intenções inadequadas e destaque as ações necessárias.

Por seus potenciais econômico e estratégico, a Ferrovia Paraense integra o Arco Norte à logística do novo Canal do Panamá, para aprimorar a conexão com o mercado asiático, em especial a China 2025. Em defesa dos interesses nacionais maiores, este portal da Web vai ampliar e levar adiante a voz das pessoas que de alguma maneira são influenciadas pela construção desta nova logística paraense.

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