“Nós estamos inventando a vida,
Como se antes nada existisse…”
(Taiguara – “Geração 70”)

“Daqui prá frente,
Tudo vai ser diferente…”

(RC – “Se Você Pensa”)

“Falta planejamento nesse País”. “Poremos a casa em ordem”. “Agora Y terá planejamento estratégico”. Já ouviu algo parecido? Difícil governantes e executivos públicos creditarem planejamento aos antecessores. Pior: fugir da tentação (pretensão?) de imaginar seus planos, enfim, infletindo a história e demarcando o futuro. Meeeenos!

Imagina-se que o Brasil republicano deu o salto que deu sem planejamento algum? Que, p.ex, nossos portos mudaram suas faces em 20 anos, que o setor privado pode neles se inserir e investir bilhões (carga duplicada; triplicada em Santos!) por obra do acaso? Mas avanços são necessários:

Inversão de ordem: Projetos como meios para os planos; e não estes, quando além de powerpoint, como sincretismo de projetos (às vezes meras obras!). Planos requerem clara definição do problema a ser resolvido ou do novo patamar a se alcançar; além da forma de atingí-lo. Planos e projetos, lógico, a serem implantados (não óbvio ao marketing!): operar, manter e monitorar (mosca branca!).

Assentou-se que o processo é tão ou mais importante que o próprio plano; processo que vemos se complexando no País: multiplicam-se atores (legais ou não; potencializado pelas redes sociais!), normas, instâncias autorizativas, instrumentos obstaculizadores (inclusive judiciais). Nesse ambiente, planos, viabilizáveis, precisam ter muito de pactos: Legitimação é um objetivo em si e, articulação instrumento essencial. Infelizmente, talvez como reação acrítica, se hermetiza o projetar, enquanto o planejar se perde em discussões autoalimentadas.

Se a distinção entre o técnico, o político e o administrativo nunca foi tão clara, como alguns imaginavam, menos ainda nesse modelo. Ademais, tal articulação e horizontalidade trazem também ganhos sinérgicos, quando multisetorial e/ou envolvendo diversas unidades de governos (grande desafio!): Se problemas de diversas áreas são enunciados e tratados conjuntamente, mais prováveis melhores “soluções de compromisso”: Maximização de resultados e previsibilidade; e minimização de custos, prazos e efeitos colaterais negativos.

Próximo: “Portos e Mudanças Climáticas”

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