Ultimamente muitos estudos propagam as benesses promovidas pela tecnologia e o surgimento de uma geração que mudará o mundo: a geração net. Para alguns, os nativos digitais mudarão a forma de educar, trabalhar e se relacionar socialmente, que consideram positivo, pois trará maior conhecimento, criatividade e jogo de cintura aos indíviduos. Entretanto, discordo deste argumento, tais os problemas que venho enfrentando enquanto docente.

Um deles é o plágio. Apesar de não ser novidade, a sua prática no meio acadêmico vem crescendo. O Jornal The New York Times [1] publicou em 01/08/2010 uma matéria sobre ele, na qual docentes americanos argumental que o plágio cresce não apenas pela facilidade do mundo on-line, do Ctrl C + Ctrl V, mas pela experiência da internet, que como no caso do Wikipedia, trabalha com a colaboração e a falta de autoralidade, o que leva a pensar que todo texto pode ser utilizado por qualquer um como em uma rede colaborativa.

Desta forma, a noção de que o que é seu é meu pode trazer a idéia de equipe, mas tira a responsabilidade sobre os fatos, e no caso do plágio, coloca o que um falou na boca do outro, sem créditos. Chamo atenção aqui para o fato de que tais práticas levam a falta de reflexão, visto que é mais fácil absorver da rede do que ler, refletir e creditar a quem de direito a base do argumento. O que faço aqui é acender o sinal de alerta para educadores e demais envolvidos na produção do conhecimento. Afinal, o saber é importante e quando construído coletivamente mais ainda, entretanto devemos trabalhar para que esta coletividade saiba refletir e argumentar, de forma que possamos criar seres reflexivos e não os autômatos das obras de George Orwell e Aldous Huxley, que cada vez mais parecem assombrar as nossas vidas.

[1] GABRIEL, Trip. Plagiarism Lines Blur for Students in Digital Age http://www.nytimes.com/2010/08/02/education/02cheat.html?pagewanted=1&_r=4&ref=general&src=me

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