O ano de 2015 começou trazendo grandes planos para Economia Brasileira, um deles foi um aumento do dólar de 3 unidades monetárias em média. O que isso pode trazer como impacto para os agentes econômicos no Brasil? Ou, ainda mais além, o que a mudança do valor de unidades monetárias do dólar pode trazer para um país?

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Primeiramente, é importante destacar que há aspectos bons e ruins. Sempre quando favorece algum lado, acaba por não contemplar outro. Para fazer uma análise dos prejuízos e qualidades de uma mudança como essa, é interessante observar seus impactos em todos os agentes econômicos: Governo, Famílias e Empresas.

No âmbito governamental, temos:

  1. Balança Comercial: Com o aumento do dólar, o brasileiro poupará sua renda em viagens e produtos internacionais, preferindo opções nacionais que atendam melhor o seu bolso. Isso, a médio ou a longo prazo, trará um equilíbrio na balança comercial, podendo até trazer um superávit.
  2. Balanço de Pagamentos: Quando o dólar aumenta, todas as dívidas em dólares também acabam aumentando, devido à conversão de unidades monetárias. Com isso, a dívida poderá aumentar em muitos casos; sendo assim, não é uma boa hora para ser devedor de dívidas em dólares.
  3. Política: Imediatamente as pessoas ficarão insatisfeitas já que o custo de vida acresce, pois diversos bens de consumo são baseados no preço do dólar. Assim, esse descontentamento será refletido na política a curto prazo, pois, a médio e longo a sociedade tende a se acomodar e procurar outras alternativas para suportar tal mudança no orçamento familiar e empresarial.
  4. Dívidas: Se a dívida externa aumenta (já que ela é convertida em dólares), consequentemente a dívida interna também haverá de aumentar.
  5. Tributos: As contribuições por parte das empresas e das famílias haverão de diminuir, pois, pela análise do curto prazo, as pessoas serão prejudicadas por uma inicial falta de crédito e dinheiro, já que terão que fazer grandes cortes para conseguir suportar a diferença de preços em diversos tipos de serviços e produtos.

No âmbito empresarial, já temos as análises do impacto nos seguintes setores:

  1. Exportação: Com a conversão de real para dólar haverá uma valorização dos produtos nacionais no mercado exterior a longo e a médio prazo. Já em curto prazo, teremos um grande lucro que cabe ao empresário investir no seu negócio e buscar novas alternativas que atendam a situação atual do mercado e da moeda nacional em frente às outras.
  2. Importação: Acontece o inverso do que na exportação. Tudo ficará mais caro para importar, basta ao importador saber lidar e sobreviver no mercado em frente à essa nova situação. Assim, ele terá que achar mais fornecedores nacionais e, assim, dando mais oportunidades de emprego e investindo mais na carreira dos brasileiros a longo e a médio prazo.
  3. Dívidas: Se ela estiver em dólares, com certeza aumentará e trará prejuízos para quem está devendo.
  4. Mercado: Aumentará a compra dos produtos brasileiros. Isso será sentido a médio e a longo prazo, trazendo um grande investimento e oportunidades de emprego para os brasileiros, já que os produtos serão de propriedade e produzidos em território nacional.

Em relação às famílias, temos:

  1. Emprego: Na situação atual, importamos muito produtos e isso faz com que a demanda por profissionais brasileiros em território nacional não seja expressiva. A longo e a médio prazo, com a possível valorização dos produtos brasileiros em comparação aos estrangeiros, o investimento em cursos e infraestrutura para acompanhar a demanda de profissionais em território brasileiro irá aumentar. Assim, a longo e a médio prazo, o emprego irá aumentar.
  2. Consumo: Inicialmente, o poder de compra irá diminuir, assim como o importador também irá receber menos. A longo e a médio prazo isso irá harmonizar-se pois, como já foi explicado anteriormente, a balança comercial irá se estabilizar. Assim, com paciência, o consumo voltará a ser maior só que, dessa vez, de produtos nacionais.
  3. Crédito: Como as pessoas não têm dinheiro, elas também não terão para pagar os créditos e, como subsequência, os créditos diminuirão. No entanto, como já foi explicado incisivamente, a longo e médio prazo todo o poder de compra do crédito irá voltar.

Assim, conclui-se que o Brasil não tem capacidade e tecnologia suficiente para manter o real com o mesmo valor de unidades monetárias que o dólar, já que ele não tem poder competitivo em todos os setores de produção, aliás, todo o país tem suas desvantagens competitivas no mercado, não sendo possível a tão almejada autossuficiência em todos os aspectos. Antes de abaixar o dólar, o país tem que se preparar para isso. O fato do dólar ter aumentado não é ruim, apenas precisa-se criar políticas econômicas compatíveis e eficientes para arcar com os prejuízos.

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