Economia é o estudo sistemático do ajuste social à escassez de bens e recursos e à administração dos bens e recursos escassos. É o estado de como os homens e a sociedade decidem, com ou sem a utilização do dinheiro, empregar recursos produtivos escassos, que poderiam ter aplicações alternativas, para produzir diversas mercadorias ao longo do tempo e distribuí-las para consumo, agora ou no futuro, entre diversas pessoas e grupos da sociedade. Ela analisa os custos e os benefícios da melhoria das configurações de alocação de recursos.

 

Veja Também

 

Tipos de Economia

 

Economia Aberta - Economia que não interage livremente com outras economias do mundo.
Economia de Bem-estar - “A economia de bem-estar pode ser interpretada como a economia da eficiência. Qualquer estado da sociedade que não seja economicamente eficiente e indesejável, porque é possível aumentar as utilidades de algumas pessoas sem diminuir a de outras” (K. H. Cohen e R. M. Cyerl).
Economia de Consumo - “Os dois tipos fundamentais de toda economia são a economia de consumo e a economia lucrativa que, mesmo se encontrem de alguma forma entrelaçadas por alguma forma de transição, em sua forma para são conceitualmente antagônicas. A economia de consumo implica uma ação econômica orientada para cobrir as próprias necessidades, seja de um Estado, de um indivíduo ou de uma cooperativa de consumo. A economia lucrativa, em troca, implica orientação no sentido de probabilidades de lucros e, falando em termos mais concretos, de probabilidades de lucros mediante troca” (Max Weber).
Economia Doméstica Fechada - “No juízo de Buchner, é esta uma fase da economia natural pura, em que suas unidades bastam-se a si mesma (autarquia) porque produzem todos os bens de consumo necessário, uma economia sem troca, sem dinheiro” (A. Dopasch).
Economia Fechada - Economia que não interage com outras economias do mundo.
Economia Líder - “O autor tem proposto designar por economias ‘líderes’ as dos países altamente industrializados e centros de finança internacional, e por economias ‘reflexas’ as dos demais países, especialmente os de produção primária” (Eugênio Gudin).
Economia Mista - “Diversos escritores apresentaram, algumas vezes, diferentes significados do termo economia mista. Usamo-lo, aqui, para designar a economia que tem alguma empreendimento governamental e algum empreendimento privado; ou aquela em que a liberdade de ação das empresas privadas é substancialmente restringida por controles governamentais diretos” (Umbreit, Hunt & Kinter).

 

História da Economia

 

A economia moderna foi muito influenciada pelo contributo do escocês Adam Smith. Adam Smith, na sua obra A Riqueza das Nações, estabeleceu alguns dos princípios fundamentais da economia (estudando basicamente dois modos de produção que são o Mercantilismo e a Fisiocracia), que ainda hoje servem de guia aos economistas. Adam Smith foi o primeiro a defender que os interesses privados dos indivíduos produziam benefícios públicos. Porém, diferentemente do atual senso comum, Adam Smith nunca afirmou que o mercado independe do Estado, idéia esta difundida pelos neoliberais.
No entanto, algumas escolas actuais reconhecem que Aristóteles, outros pensadores gregos e os pensadores escolásticos do final da Idade Média também deram contribuições importantes à ciência economica.
No século XIX, Karl Marx fez a crítica mais influente à economia de mercado e a ciência economica ao defender que esta forma de organização económica é uma forma de exploração do homem pelo homem. Marx defendia que toda riqueza era produzida pelo trabalho humano e que os donos do capital se limitavam a apropriar-se da riqueza produzida pelos trabalhadores.
Os argumentos de Karl Marx não convenceram os defensores da economia de mercado já que foram refutados por Böhm-Bawerk e outros economistas mais tarde. Estes constituíam a escola neoclássica que dominou o pensamento económico até à decada de 30 do século XX. Segundo a escola neoclássica, o preço de um bem ou serviço não representa o valor do trabalho nele incorporado. Assim sendo é o equilíbrio entre oferta e demanda que determina os preços. Depois de estabelecido, o preço atua como um sinalizador das quantidades dos estoques de bens e serviços. Por exemplo, uma variação nos preços indicaria aos consumidores que determinado bem requer mais ou menos unidades monetárias para ser adquirido, o que incentivaria ou inibiria o consumo. Já para os produtores, indicaria que os consumidores estariam dispostos a pagar mais ou menos unidades monetárias pelo bem ou serviço, o que, novamente, incentivaria ou inibiria o produtor a ofertar o bem ou serviço (dado seu custo de produção constante). Assim sendo, o mercado, através da sinalizaçao dos preços, tenderia ao equilíbrio ideal em termos de alocação de recursos escassos.
Nos anos 30, a teoria econômica neoclássica foi posta em causa por John Maynard Keynes. A teoria macroeconómica de Keynes previa que uma economia avançada poderia permanecer abaixo da sua capacidade, com taxas de desempregos altas tanto da mão de obra quanto dos outros fatores de produção, ao contrário do que previa a teoria neoclássica.
Keynes propôs intervenções estatais na economia com o objectivos de estimular o crescimento e baixar o desemprego. Para intervir, os estados deviam aumentar os seus gastos financiados e não aumentar seus impostos gerando uma diferença entre a arrecadação e os gastos, esta diferença seria preenchida com a emissão de moeda, que por sua vez geraria inflação.
As idéias de Keynes permaneceram um voga nas políticas económicas dos países ocidentais até os anos 70. A partir daí, a política econômica passou a ser orientada pelos economistas neoclássicos embora os keynesianos ainda são muito numerosos. Alegavam (e alegam) estes que o estado empreendedor de Keynes era oneroso, burocrático e ineficiente e devia subordinar-se em detrimento a atuar no mercado.

 

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