A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) está analisando as propostas apresentadas para elaboração do projeto básico das obras do novo acesso rodoviário ao Porto de Santos. A obra vai ligar a Rodovia Anchieta à via perimetral, na altura da região do bairro Saboó, na cidade do litoral paulista. A concorrência pública foi lançada pela Companhia no dia 14 de dezembro de 2018 e as propostas foram apresentadas em 21 de janeiro de 2019. O projeto básico precisa atender ao disposto no projeto funcional elaborado pela Codesp. As obras fazem parte de um conjunto de melhorias na entrada de Santos, executadas em uma parceria entre o Município, o Estado e o Governo Federal.

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Imagem: Reprodução YouTube/Prefeitura de Santos

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A diretoria de Engenharia irá avaliar qual proposta melhor atende aos requisitos do edital de licitação. Entre as exigências, estão a apresentação de um cronograma físico-financeiro de elaboração dos trabalhos em 18 meses, sendo seis meses para serviços de campo, consolidação do projeto funcional e elaboração dos estudos preliminares; e mais seis meses para elaboração e aprovação do projeto básico.

O projeto da Codesp prevê uma segunda ligação rodoviária entre a Anchieta e a Avenida Augusto Barata (hoje existe uma pelo Viaduto Paulo Bonavides, no Km 64 da Rodovia). Também faz parte do plano um conjunto de vias, na área portuária, para acesso aos diversos terminais da região da Alemoa e do Saboó. Com um sistema de viadutos e elevado, haverá a transposição dos pátios ferroviários e das áreas de expansão projetadas para esse modal, com o objetivo de eliminar os indesejáveis cruzamentos rodoferroviários.

A Autoridade Portuária manteve tratativas sobre o projeto funcional junto às concessionárias ferroviárias, Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Ministério Público do Estado de São Paulo, Secretaria de Logística do Estado de São Paulo e Secretaria de Portos, Indústria e Comércio de Santos. Além da elaboração do projeto básico, a Codesp trata junto à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) sobre a cessão do terreno da extinta Rede Ferroviária Federal, que integra parte da área do projeto.

O projeto
O trecho Anchieta do projeto prevê um viaduto de entrada no Porto com aproximadamente 360 metros de extensão, iniciando em um viaduto da Rodovia e estendendo-se até a conexão com o viaduto projetado para transposição do pátio ferroviário da concessionária MRS Logística. Nesse mesmo trecho, haverá também um viaduto de saída, com cerca de 530 metros de extensão e mais 240 metros em nível. Todo o conjunto contará com duas faixas de rolamento e refúgio lateral.

O projeto contempla ainda dois viadutos para transposição dos pátios ferroviários. O que será construído sobre o pátio da MRS, de aproximadamente 280 metros de extensão, servirá para conectar os viadutos de acesso à Anchieta ao trecho elevado sobre o terreno da SPU. O viaduto sobre o pátio da Portofer terá extensão de 120 metros, conectando o elevado e o sistema viário em nível através de uma rampa com cerca de 140 metros de extensão. Para esses trechos de transposição, estão previstas três faixas de rolamento para cada sentido de tráfego e barreira rígida entre eles.

O trecho elevado terá aproximadamente um quilômetro de extensão, conectando as transposições sobre os pátios ferroviários e o sistema viário projetado para distribuição dos fluxos rodoviários na região do Saboó, através de rampas com cerca de 800 metros de extensão. Esse conjunto também terá três faixas de rolamento para cada sentido de tráfego e barreira rígida entre eles.

O sistema viário previsto para circulação e distribuição de tráfego no Saboó será composto de rotatórias, acesso ao elevado e viário interno, com duas faixas de rolamento por sentido de tráfego e aproximadamente 900 metros de extensão. O trecho rodoviário para conexão com a região do Valongo terá aproximadamente 1,15 quilômetro de extensão e três faixas de rolamento por sentido de tráfego, com canteiro central e demais dispositivos de acesso necessários às vias de conexão.

Todas as intervenções previstas deverão conter os respectivos projetos de urbanismo, geométrico, geotecnia, drenagem, pavimentação, energia, iluminação, telefonia, lógica e monitoramento, sinalização viária e semafórica, obras de arte especiais, desvio de tráfego e remanejamento das interferências.

A Codesp destaca que, devido às interferências com áreas e obras de responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura Municipal de Santos, bem como às diversas redes de serviços prestados por concessionárias, além das intervenções previstas em projeto e executadas pelas concessionárias de serviços ferroviários, todos os entes envolvidos direta ou indiretamente deverão ser consultados e as intervenções propostas deverá contemplar as devidas aprovações, durante a elaboração do projeto.

As informações são da assessoria de comunicação da Codesp.

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