São os fatos e circunstâncias que influenciam, valorizando ou depreciando, a Expressão Política.

Dentro de dois dias terão passado três anos do governo Bolsonaro, sem que haja perspectiva de sucesso no programa de desestatização dos portos. Por falta de método para definir um modelo com lógica de gestão produtiva e sem perspectiva de resultados logísticos compatíveis com as novas escalas dos transportes e demandas da produção, a reforma portuária vai ficar a ver navios. Um clima muito desfavorável à retomada da economia.

Porto Rio Grande Termasa 2

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O objetivo desse programa não corresponde plenamente aos problemas que precisam ser resolvidos. A adoção dos portos australianos, como atalho, estreitou o diálogo com as comunidades e prejudicou a percepção do papel do porto brasileiro. Valorosas contribuições foram ignoradas, como a proposta Santos2050 que é debatida no Portogente, para o Porto de Santos. Por tudo isso, o PDZ está limitado à uma área muito menor e o plano resultante é incompleto e desconsidera o potencial de desenvolvimento regional.

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Com a perspicácia e competência que lhe são características, Frederico Bussinger aborda com clareza tão terrível ameaça à competitividade nacional, a partir do título poético do seu artigo “Uma autoridade portuária nacional?”. De pronto, mostra não haver racionalidade na metodologia do programa da reforma portuária, do ministério da Infraestrutura – Minfra, baseada numa equação de três variáveis: desestatização, ativos e investimentos.

Artigo | Frederico Bussinger
Uma autoridade portuária nacional?

Sem consistência, nem rumo, o programa de desestatização dos portos frustra expectativas e gera mais instabilidade e incerteza, que aumentarão o conflito político da campanha de 2022. A reforma portuária é urgente para atender à nova logística da 5ª Geração da Internet e do transporte mais ágil, no comércio internacional. É fator de competitividade do produto nacional. Está na hora das comunidades portuárias se unirem e evitar o pior.

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Portogente vai abrir uma praça online de um debate amplo dos portos brasileiros, com os candidatos a Presidente da República. Antes da divulgação dos programas oficiais, a partir de março próximo, iremos discutir as linhas dessas propostas com os pré-candidatos. Atividade tão importante quanto complexa, os nossos portos precisam ter o significado do seu papel na história e economia do Brasil.

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*O Dia a Dia é a opinião do Portogente

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