O porto de hoje não é o porto de amanhã. Induzido por motores de sustentabilidade, tecnológicos, geopolíticos e demográficos, ele muda celeremente.

Ao examinarmos a qualidade do programa governamental de desestatização dos portos, convém fazer considerações sobre a negociação da renovação, por mais 25 anos, da delegação que municipalizou o Porto de Itajaí (SC) até 2022. Conflitando com este propósito, o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), Diogo Piloni, propõe uma autoridade portuária privada, sem convencer a comunidade local.

Porto de Itajaí 2021

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O programa de desestatização dos portos ameaçado

A contraposição imediata ocorreu liderada pela convicção e verve do professor e senador Esperidião Amin: “O monopólio estatal é terrível; é incompetente e tende à corrupção. Mas, o monopólio quando está na mão da iniciativa privada, sem competição, é pior do que o monopólio estatal.” Assim, expressou o sentimento de todas as comunidades dos portos do programa de desestatização, que está ameaçado de fracassar.

Editorial 
Desestatização dos portos aprimorada: Santos2050

Os argumentos do senador catarinense são os mesmos das demais comunidades portuárias desse programa que, a partir do caso de Itajaí, pode finalmente evoluir. Adotando a delegação municipal como padrão de autoridade portuária dos portos brasileiros. Baseado em uma experiência inédita e exitosa durante 25 anos, com foco no seu aprimoramento como meta permanente. Principalmente, para não perder o futuro que bate à porta.

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Túnel imerso do Porto de Santos na travessia ao futuro

Por conta do tempo irrecuperável com propostas de pouca consistência, o principal porto do programa, o de Santos, não será mais reformado neste governo. Entretanto, há tempo e faz-se necessário consolidar o modelo Santos2050, como visão ampliada do de Itajaí. O único caminho para o programa de desestatização evitar conflitos e lograr um êxito que fará história. Como didática e sumariamente explica o professor Esperidião Amin.

Editorial 
O diálogo essencial que falta na reforma dos portos

A justificativa do Ministério da Infraestrutura, para a reforma, é a incapacidade do governo para fazer os investimentos necessários. Portanto, é preciso desenvolver projetos de desenvolvimento que sejam confiáveis para atrair investimentos intensivos. É o que propõe Santos2050, para dobrar a atual movimentação do Porto de Santos nos próximos 30 anos.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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