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Ao fim do terceiro dia, depois de muitas reuniões com o senador Ruy Barbosa, no quarto dia, ele apresentou ao Congresso Nacional um projeto de lei concedendo anistia imediata aos revoltosos.

Em seguida, apresentou outro projeto, que mais tarde colocaria fim aos castigos corporais na Marinha.

João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco num hospital de alienados mentais. Em 1912 foi absolvido – junto com outros marinheiros – das acusações.


Tripulantes do Minas Gerais, fotografados no
convés próximo as torres equipadas com
poderosos canhões de 305 mm - o total
era de 12, somado com os de proa.
Reprodução do livro "Navios e Portos do
Brasil" da famosa dupla Gerodetti/Cornejo

O Minas Gerais foi construído na Grã-Bretanha pelo estaleiro W. G. Armstrong Whirdworth & Co. Ltd., de Newcastle-on-Tyne, idêntico ao São Paulo.

Foram os primeiros navios poderosos encomendados por uma marinha da América do Sul e eram, quando encomendados, os mais poderosos encouraçados do mundo.

A entrega do Minas Gerais ao governo brasileiro deu-se em 5 de janeiro de 1910. O deslocamento era de 19.280 toneladas e o comprimento de 165 metros, com velocidade de 21 nós.

Na viagem inaugural, rumou para os Estados Unidos, sob o comando do capitão-de-mar-e-guerra João Baptista das Neves, para escoltar o encouraçado North Carolina, que trouxe os restos mortais do embaixador Joaquim Nabuco para o Brasil.

A entrada do Minas Gerais na Baía da Guanabara foi em 17 de abril de 1910. A tripulação era composta de 850 marinheiros.


 Foto do líder da Revolta da Chibata, o Marinheiro de Primeira Classe
João Cândido, o Almirante Negro - 1910. Reprodução.

Muitos foram os feitos do Minas Gerais, dentre os quais o desembarque – no Porto de Santos, em 6 de julho de 1924 – de 470 marinheiros e fuzileiros que seguiram para São Paulo, para combater as forças rebeldes paulistas entrincheiradas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu de fortaleza flutuante para defender a cidade de Salvador.

O Minas, como era conhecido, foi modernizado entre 1934 e 1937, quando recebeu novas caldeiras e novos canhões. Tinha duas caldeiras – e a fumaça escoava por duas chaminés. Com a reforma, passou a ter apenas uma chaminé.

O Minas teve baixa da Marinha do Brasil em 20 de setembro de 1953. Foi um dos navios armados com mais tempo de atuação no mundo.

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