Foto: www.not1.com.br
Londres, sede das Olimpíadas-2012, é mais um (bom!) exemplo de grandes eventos alavancando requalificações urbanas: novos bairros, sistemas de transporte coletivo, parques, eco-construções... e, bem menos divulgado, um novo megaporto. Sim! Ali no coração da milenar região metropolitana!

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London Gateway”, porto de águas profundas (via dragagens em rio outrora poluído), receberá até navios conteineiros de última geração (15.000 TEUs). Terá cais de 2,7 km (10 a 12 navios) e movimentação anual prevista de 3,5 milhões de TEUs (quase como todos os portos brasileiros, juntos). Em implantação desde 2010, no Rio Tâmisa-Norte, distante 35 km do lendário “Big Ben” (algo como da Pça. da Sé, em São Paulo, ao seu Aeroporto Internacional ou à Represa Billings).

Na sua retroárea, o complexo inclui plataforma logística e centro empresarial, em leiaute racional e cuidado paisagística e ambientalmente; numa área de 6,1 milhões de m2 (pouco inferior à utilizada pelo Porto de Santos); a maior parte dela criada por aterro. Prevê-se investimentos de £1,5 bilhão, co-financiados pela União Europeia, e a geração de 12.000 empregos diretos e 30.000 indiretos.

Foto: www.londongateway.com

London Gateway em construção em foto tirada no final de abril de 2011

Concebido para ser o principal centro logístico do País, terá uma nova ferrovia implantada e uma autoestrada que o conectará ao “rodoanel londrino” (a partir daí, à rede radial de rodovias da Ilha). Tal articulação, estima-se, promoverá a redução diária de 2.000 caminhões em circulação e, com isso, menos 150.000 toneladas de CO2 deixarão de ser lançadas anualmente na atmosfera.

O projeto é parte do “Trans-European Transport Network (TEN-T)”, plano de multiobjetivos (explicitados e articulados!) de mobilidade, logística, ambiental e de requalificação urbana e regional, com metas (quantificadas!) até 2050. Nele incluem-se as “Motorways of the Sea”, sistema integrado de navegação marítimo-hidroviário.

Para nós, brasileiros, parece ficção: porto metropolitano, aterro aquático, dragagem, intermodalidade, articulação intersetorial, planejamento de longo prazo, metas, celeridade (decisões + licenças + obras). E, ainda, numa Europa, dizem, em crise...

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