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Vítimas de um sistema de crescente complexidade e custo que, se logrou sucesso em gerar impedâncias para o desenvolvimento da infraestrutura e serviços públicos no País, não conseguiu tirar das páginas dos jornais notícias de sobre-preços, corrupção, prejuízos ao meio ambiente, funcionamento de lobbies, etc. etc.

Freud pode até nos dar alguma ajuda. Mas, talvez, seja das páginas de “O Processo” (Franz Kafka) que poderemos ter subsídios para compreender e estabelecer estratégias de superação; ressoando o milenar: “Decifra-me ou te devoro!”.

Algumas observações, também a título de subsídio:

  1. O governo vítima é o governo-fim, o governo empreendedor; tanto quanto o setor privado sujeito ao governo-meio, o governo fiscalizador e controlador.
  2. “Governo”, assacado como o responsável por tal “sistema”, é uma simplificação; vez que os outros dois poderes (legislativo e judiciário) também têm suas responsabilidades. E, mais amplamente, também instituições da sociedade civil.

Hoje somos vítimas. Mas é importante avaliarmos em que medida, em algum lugar do passado, por ação ou omissão, por mal diagnóstico, euforia ou moda, não fomos também vilões da edificação e legitimação desse sistema, que agora precisa ser reordenado, se efetivamente queremos aproveitar as oportunidades que se nos apresentam.

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