Em entrevista coletiva realizada após sua primeira visita oficial ao Porto de Santos desde que assumiu a pasta de Infraestrutura, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas disse que as tratativas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a contratação de estudos para a desestatização ou outorga de concessão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) devem ser concluídas no próximo mês de fevereiro. "Em março ou abril a gente deve ter a consultoria contratada para iniciar os estudos". De acordo com o ministro, será um processo longo e com embasamento técnico, envolvendo referências mundiais para adoção do modelo de gestão que irá gerar o maior valor para a administração do principal porto do Hemisfério Sul.

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Ministro Tarcísio faz visita esperada e inédita à Codesp - Foto: Bruno Merlin

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Processo similar já esta sendo conduzido junto à Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Pregão eletrônico para a desestatização dos portos organizados de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho, bem como das instalações portuárias de Praia Mole, foi vencido por um consórcio de profissionais liderados pela PricewaterhouseCoopers. O prazo de execução dos estudos é de 36 meses - com a possibilidade de prorrogação, caso necessário, para a completa execução do escopo - e o contrato foi assinado em 6 de setembro de 2019.

Tarcísio disse que a equipe do Ministério da Infraestrutura avalia "vários modelos possíveis" para Santos, citando visitas e análises da administração de portos instalados no Reino Unido e na Austrália, embora nenhum deles esteja presente na lista dos 50 portos que mais movimentam contêineres no planeta.

Assinatura de concessão

O ministro da Infraestrutura celebrou um "dia de festa" ao comparecer ao porto santista para assinar a concessão do terminal STS20, cuja concorrência foi vencida pela companhia Hidrovias do Brasil. A chegada da empresa a Santos foi muito comemorada pela direção do Porto, já que se trata de um novo player no mercado local. Até o momento a Hidrovias do Brasil movimenta grãos e fertilizantes somente na região do Arco Norte. "Quando a gente vai para o exterior todo mundo elogia a Hidrovias do Brasil e agradeço a confiança de estarem investindo no Porto de Santos", comentou.

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