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"Como se pode ver, os bancários de todo o Brasil estão exercendo um legítimo direito constitucional. Já que os bancos fizeram uma proposta rebaixada de 4,29%, que foi rejeitada pelos trabalhadores, e não voltaram a negociar, a saída da categoria foi fazer a paralisação", afirma a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Raquel Kacelnikas.
Desrespeito
Mas apesar de esse direito estar previsto em lei, é desrespeitado pelos bancos de diversas maneiras. A mais comum é a pressão feita por gestores que mandam torpedos ou telefonam para os bancários cobrando que venham para os locais de trabalho ou permaneçam nos arredores para furar a greve na primeira oportunidade.
Essa oportunidade geralmente surge quando entra em ação outra artimanha usada pelos bancos para atrapalhar o movimento grevista: os interditos proibitórios. Essas ações judiciais são utilizadas de forma desviada de sua verdadeira função (que é a preservação do patrimônio), e acabam gerando muita violência na porta das agências bancárias e concentrações, já que algumas vezes vêm acompanhadas de autorização para uso da força policial para reabrir os locais parados. "E ainda por cima, cobram multas altíssimas do Sindicato, num claro objetivo de inviabilizar a representação dos trabalhadores", explica Raquel.
No ar
E, para os locais em que nada disso funciona, os bancos - principalmente no Itaú Unibanco - alugam até helicópteros para levar os funcionários para dentro dos locais fechados, como foi feito em vários dias da greve e nessa quinta-feira 7 entre CAT e CTO e também no CAU.
"Já dissemos mais de uma vez: se os bancos utilizassem toda essa energia que concentram para furar a greve, e investissem em negociar seriamente, talvez a greve já tivesse acabado e os bancários recebessem o reconhecimento que merecem pelo trabalho que faz os lucros dos bancos engordar todos os anos", ressalta Raquel.
"Apesar disso tudo, nossa greve cresce todos os dias, num claro recado aos banqueiros da insatisfação que toma conta dos seus funcionários. Os bancários estão dando um exemplo de força, de coragem e muita disposição para alcançar o que merecem: salários melhores, PLR maior e condições dignas de trabalho."
Fonte: Seeb São Paulo
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Em Belo Horizonte, 90% das agências da Caixa Econômica Federal aderiram ao movimento e no interior entraram em greve as agências de Betim, Boa Esperança, Brumadinho, Caeté, Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Itabira, Juatuba, Mariana, Mateus Leme, Nova Lima, Ouro Branco, Ouro Preto, Itaúna, Pará de Minas, Pitangui e Pompéu, dentre outras.
No Banco do Brasil, o movimento já atinge 65% das agências da capital, além de cidades do interior como Juatuba, Lagoa Santa, Mateus Leme e Pedro Leopoldo. Além disso, cerca de 30 agências de bancos privados paralisaram suas atividades.
Em assembleia da categoria realizada em frente a agência do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, os trabalhadores decidiram pela continuidade do movimento.
A paralisação por tempo indeterminado foi decidida em assembleias realizadas pelos bancários de todo o país no dia 28 de setembro para pressionar os bancos a apresentarem uma proposta que contemple suas reivindicações.
A categoria reivindica: 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, PLR maior, medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.
Para Cardoso, presidente do Sindicato e integrante do Comando Nacional dos Bancários, estes sete dias de greve vêm demonstrando a disposição da categoria em fortalecer ainda mais a mobilização para forçar os banqueiros a atenderem as reivindicações dos trabalhadores.
"Apesar da truculência dos bancos privados que insistem em usar o interdito proibitório na tentativa de intimidar os bancários e esvaziar a nossa greve, o movimento só vem crescendo a cada dia. Prova disso é o número cada vez maior de bancários do interior que vem aderindo ao movimento", ressaltou
Fonte: Seeb BH e Região
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