Segunda, 27 Mai 2024

Ventos do sul, ventos do norte: alavancas transculturais do mundo social

Quando, ontem, ocorreu o Dia do Trabalho, é oportuno e necessário refletir o futuro do sindicato, em um momento global de transição da relação capital e trabalho. Tempo de pensar o papel do sindicato, considerando as transformações tecnológicas e econômicas que afetam a relação entre indivíduos e da própria sociedade. Uma função própria na articulação e coordenação de soluções de conflitos e construção de resultados. Necessárias e modernas.

Foto: Adobe Stock
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As atuais relações do capital e do trabalho no Brasil dirigido por um partido nascido do sindicalismo, tanto no setor de produção, quanto na distribuição, sem sombra de dúvida, vai impactar e promover intensos debates na nova modelagem de organização e representação dos interesses da classe trabalhadora. Fundamental, o sindicalismo também acompanha a transição inexorável das formas de trabalho.

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O capital, trabalho, política e a tecnologia compõe o teatro da transição, esvaziando a centralidade do trabalho. Consequentemente, a substituição da mão de obra humana por máquinas e equipamentos, vem desencadeando um processo de desemprego estrutural e a difusão do trabalho precário. Como reação ocorre uma profunda transformação no modo e tipo de trabalho.

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Outro fator relevante na análise do futuro do trabalho é a globalização, como são característicos os terminais de armadores internacionais na logística porta-à-porta e a automação. Uma perspectiva seletiva de talentos como fomento da competitividade e colaborando para precarização da mobilidade social coletiva. Como anunciava Mcluhan, na década de 60, “o futuro do trabalho consiste em ganhar a vida na era da automação.”

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O fato do índice de miséria no Brasil que era o maior em um grupo de 14 países, em 2019 (16,25%), ter caído para a terceira posição em 2023 (12,54), segundo a FGV, demonstra combate ao desemprego. Portanto, uma realidade exitosa, resultante de políticas acertadas, na geração de trabalho, no Brasil com potencial de desenvolvimento invejável. A reforma sindical tem horizonte além do emprego: aumento da longevidade média e do bem-estar; progresso científico e tecnológico e escolarização geral.

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A falta de confiança na classe política vai até ver suas promessas transformadas em realidade. Assim, está posto o horizonte de conflito social nas ruas e a busca de uma nova modelagem de organização e representação dos interesses da sociedade. Nesta quadra, avulta a importância do sindicato ser preservado e reformulado.

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