Hoje, há uma escala mais ampla de tarefas que agregam valor à comunidade portuária em geral, à cadeia logística, aos negócios e comércio mundial, bem como ao contexto socioambiental em que os portos amplamente operam.

A crise climática é real e piora. Debater práticas ESG, sigla em inglês para Sustentabilidade, Social e Governança, em português, é uma exigência indiscutível no processo de desestatização do Porto de Santos. A sua situação entre dois importantes ecossistemas tão próximos - o oceano Atlântico e a Serra do Mar -, contornando uma ilha densamente habitada de quase 40 km², exige práticas que preservem a natureza, não exponham ao perigo vidas e gerem trabalho, no contexto portuário brasileiro mais desafiante.

Navio bomba Santos

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Vejamos exemplos de duas práticas no Porto de Santos violadoras dos princípios ESG. Num passado recente, o incêndio de um tanque da Ultracargo construído em desacordo com as normas causou danos ambientais e efeitos sociais terríveis. Hoje, o Portogente está debatendo o caso do navio tanque de gás, um projeto off-shore em implantação junto à cidade, uma ameaça pavorosa à população, com o consentimento da Autoridade Portuária. O seu licenciamento ambiental precisa ser revisto e debatido.

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Na relação porto-cidade há muito a ser feito e muito potencial para realizar um modelo de governança à altura do Porto de Santos, com 12 universidades que se integram no cotidiano praiano local. Quando se fala em práticas de ESG, trata-se de uma imposição do mercado: pessoas e instituições que se relacionam com a marca. Portanto, o relatório e a declaração de compromisso ambiental, social e governança da empresa devem ser mais do que uma peça de marketing, para serem uma conjunção de realizações inovadoras.

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O comércio marítimo que passa pelo Porto de Santos faz parte de rotas dos principais mercados mundiais, operadas pelas marcas mais relevantes da navegação internacional. A exemplo de muitos portos na extremidade correspondente dessas rotas, é preciso aprimorar as práticas. Destacando que, independentemente de outras características institucionais, a autoridade portuária assume responsabilidades públicas e comerciais.

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A seção Plus Sustentável deste Portogente é um fórum público sobre as práticas ESG obrigatórias a um porto do futuro e contemporâneo. Foca-se uma complexidade de ações – sistemas globais de comércio e troca de informações amplas e instantâneas – para preservar a natureza e ter compromisso com as futuras gerações. Uma realidade imprescindível para a marca alcançar esse futuro da sustentabilidade elevada ao máximo.

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