Circula nas redes sociais vídeo do Forum ABDIB 2019, da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, com um discurso do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, enaltecendo o seu otimismo com o Brasil. É um extenso rol de realizações importantes e bem-sucedidas da sua pasta, nesses cinco meses de governo. São ações obrigatórias para reverter com produtividade a crise econômica preocupante que assola o País.

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Foram destacadas, principalmente, realizações na infraestrutura de cadeias logísticas portuárias. Ações para melhorar a movimentação da produção da fábrica ou fazenda até os portos. Porém, sob o comando do mesmo ministério, ao que se assiste no Porto de Santos não é possível ter o mesmo otimismo com o futuro dos portos. É impossível vislumbrar um horizonte promissor de um complexo portuário dessa dimensão sendo capturado por alguns interesses privados e políticos, atropelando o processo concorrencial. Pior, desacatando a Constituição.

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No dia 27 último, Portogente revelou denúncia de um ex-assessor do diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), egresso da Raizen-Cosan. O caso está sendo investigado. A Autoridade Portuária não respondeu à solicitação de esclarecimento. Preocupa a forma como têm sido tratadas as questões dos arrendamentos pela diretoria do porto. E na administração da Codesp é inexplicável e oneroso o quadro de funcionários de carreira concursados ter sido substituído por indicados de empresas e partidos políticos.

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Com perfil e liderança para ser futuro presidente da República, convém ao ministro Tarcísio de Freitas priorizar a reforma do sistema portuário ouvindo, ele próprio e holisticamente, as comunidades dos portos. Criar ambiente de competitividade é prioridade. Bem como deve ser preservado o indispensável papel do Estado de garantidor da harmonia e da justiça. Gestão portuária é um processo de decisões que envolve múltiplas variáveis complexas e com reflexos social, econômico e político. A autodestruição suficiente dos portos já foi feita por administrações anteriores.

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Agora é hora de as novas formas superarem as velhas. Compete privativamente à União legislar sobre o regime dos portos. Cabe, portanto, ao ministro da Infraestrutura ser agente de mudança, inovando na harmonização dos interesses ligados direto ou indiretamente à atividade portuária.

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É sempre oportuno ressaltar que os obstáculos que impedem de alcançar a produtividade portuária asiática nos portos brasileiros também dificultam nosso desenvolvimento. Um deles é a estrutura de decisão centralizada.

>> Confira o vídeo com o ministro da Infraestrutura clicando aqui

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website