Apesar de parecer clichê, as iniciativas adotadas no Porto de Rotterdam, localizado na Holanda, continuam inspirando ambição, inovação e busca permanente pela excelência. Ainda mais em um momento no qual os operadores portuários do Brasil optam pela cautela diante da instabilidade no clima político do País. De janeiro a abril deste ano a movimentação no porto holandês cresceu 8,8% em volume de contêineres (TEUs), comparando às atividades do mesmo período de 2016, e 10,8% em total de mercadorias movimentadas. O resultado positivo não é fruto do acaso. O projeto Maasvlakte 2 aplica tecnologia avançada na infraestutura oferecida para a movimentação de mercadorias. Apesar da forte concorrência dos portos asiáticos, Rotterdam permanece firme como principal porta de entrada e saída de produtos da Europa.

 

(Não) resta um - Mais um dos destacados caciques do PMDB que se encontram presos, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves foi figurinha carimbada nos portos e aeroportos brasileiros por muitos anos. O nome de Alves esteve sempre envolvido em pleitos para atração de recursos para os portos do Rio Grande do Norte - sua base eleitoral -, especialmente para o Terminal de Areia Branca, o principal empreendimento salineiro do Brasil. Ele também esteve em Missão Oficial na Rússia, com o objetivo de convencer empresários a fazer investimentos no setor portuário brasileiro. O ex-ministro foi preso na última semana, suspeito de corrupção e lavagem dinheiro por participar de desvios nas obras de construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014 na capital potiguar. Alves está preso preventivamente no Rio Grande do Norte. A expectativa é de que ele seja transferido para Brasília, mas nesta segunda-feira (12) liminar do Tribunal Regional da 1ª Região suspendeu a operação temporariamente.

Que barra - Já virou rotina: o centro norte catarinense é castigado por fortes chuvas e os portos de Itajaí e Navegantes precisam ser fechados. O fato tem se repetido com preocupante frequência desde 2008, quando uma sequência de fortes chuvas arrasou a cidade e destruiu berços, defensas, armazéns e áreas retroportuárias. Os prejuízos foram tão grandes que o termo utilizado para os reparos foi "reconstrução". A região foi atingida por fortes chuvas nesta última semana e o roteiro se repetiu, como destaca o prático Alexandre Gonçalves da Rocha: "a chuva que cai, o rio que sobre, a água que corre, a barra que fecha e tudo a parar". As avarias serão consertadas, mas muito pouco é feito no sentido de executar planejamento para evitar novos fechamentos da barra. Autoridades não cansam de repetir ter "confiança no futuro". E fica por isso mesmo. Segundo reportagem do G1 Santa Catarina, cerca de 22 mil contêineres deixaram ser movimentados nos terminais de Itajaí e Navegantes desde o final de maio devido aos longos períodos de chuvas e de fechamento da barra do Rio Itajaí-Açu.

chuvas itajai

Energia negativa - Está suspenso o pregão para licitação de empresa a ser contratada para prestar serviços de operação, manutenção e conservação dos equipamentos e instalações da Usina Hidrelétrica de Itatinga. A energia ali gerada alimenta as operações no Porto de Santos, o principal do País. De acordo com resposta oficial da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o pregão está suspenso por ordem judicial. Uma das concorrentes a assumir o serviço, a MPE Engenharia e Serviços S/A, solicitou a interrupção da concorrência devido à forma de escolha da contratada, reclamando que a seleção por meio do menor preço apresentado não é a mais conveniente para assegurar a segurança e a eficiência da contratação. Ação impetrada pela MPE ainda alega que o Decreto 5450/2005, que regulamenta o pregão na modalidade eletrônica, proíbe expressamente esse tipo de competição para a contratação de serviços de engenharia.

Desperdício - Reproduzimos abaixo trecho de comentário de Jorge Haile Santos Lima, trabalhador de Capatazia do Porto de Aratu, na Bahia. A reflexão foi inspirada por nota deste espaço Radar Global destacando o "Placar da Demurrage" no porto baiano, iniciativa da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport). "Há muitos anos que eu venho comentando sobre os absurdos existentes no Porto de Aratu - Candeias-BA, obras inúteis, sem critério de prioridade e utilidade, equipamentos sucateados, pátio de estocagem com cobrança absurda pela autoridade portuária além de não oferecer nenhuma segurança para as cargas ali estocadas. Por conta disso, hoje o pátio está vazio pois as empresas optam por estocar os minérios, fertilizantes e etc na área das suas próprias empresas. UM GIGANTE ABANDONADO e que reúne todas as condições para ser um porto de ponta no Nordeste. Situado nas águas mansas da Baía de Aratu, ideal para a atividade de carga e descarga dos navios, próximo a uma rodovia federal (BR-324) e com uma ferrovia ligando o Porto de Aratu até o interior do estado da Bahia e a outros estados, além de possuir uma gigantesca área que pode ser usada como retroárea, ampliação de piers e qualquer outro projeto que necessite de grandes áreas". Abaixo um vídeo mostra a transferência de equipamento do Porto de Salvador para Aratu. 

  

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