Na "dança das cadeiras portuárias" para 2019 já é possível afirmar que o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Luiz Fernando Garcia da Silva, que assumiu o comando após a prisão de José Alex Botelho de Oliva na Operação Tritão da Polícia Federal, assumirá a direção da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). A indicação faz sentido, afinal Luiz Fernando é formado em Economia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e trabalhou como assessor do ministro dos Transportes desde janeiro de 2017.

luizfernandogarcia codesp

Ao longo dos últimos 15 anos, a Appa foi presidida por indicações políticas feitas por Roberto Requião (MDB) e Beto Richa (PSDB). Com a eleição de Ratinho Júnior (PSD), o cenário muda drasticamente. No entanto, o nome de Luiz Fernando, embora bem aceito por vários departamentos da instituição, pode prejudicar uma das estruturas portuárias mais eficientes do País, caso a avaliação de sua competência seja a breve atuação no porto santista.

Em pouco tempo, o diretor-presidente demonstrou imaturidade administrativa ao tomar medidas estruturais sem qualquer embasamento estratégico. Ele também demonstrou compromisso com o establishment ao não mostrar interesse em investigar os fortes indícios de superfaturamento dos serviços de dragagem em Santos, caso que está sendo depurado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Simultaneamente, providenciou a renovação do contrato da companhia holandesa Van Oord para serviços de dragagem, também envolvida em operações pouco transparentes investigadas pelo TCU.

Para 2019, a direção do Porto de Paranaguá precisará estar atenta para a eficiência da obra de dragagem de manutenção continuada, conforme contrato assinado pelos próximos cinco anos. O investimento público supera R$ 470 milhões e é fundamental para consolidar as operações de granéis no porto paranaense. Outras obras importantes previstas são referentes à modernização dos berços de atracação 201 e 202 e de ampliação do berço 201. A iniciativa irá triplicar a movimentação de cargas, passando dos atuais 2 milhões de toneladas para 6,5 milhões de toneladas anuais, segundo previsão da Appa.

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