Max Zatta é gerente-executivo de Operações da Randon Autopeças e chairperson do 9º Simpósio SAE Brasil de Manufatura

Se por um lado os times de engenharia têm cada vez mais a missão de reinventar e reconectar os processos produtivos, a fim de torná-los mais competitivos; por outro lado, existem parques fabris instalados, que possuem histórias de sucesso e que precisam de um caminho para chegar a esta competitividade.

Para serem competitivas neste mercado globalizado, as empresas ainda precisam lidar com margens cada vez mais apertadas. Desperdícios já não são mais tolerados.

Nesse contexto é preciso uma análise cuidadosa sobre quais processos as fábricas devem priorizar e quais podem esperar quando se trata de manufatura 4.0. Já existem tecnologias nas prateleiras como, por exemplo, softwares de integração entre máquinas e equipamentos e ERPs (MES), softwares para análise de big data e robôs para os mais variados fins, que podem ser um início saudável ao projeto de modernização do parque fabril na direção da manufatura avançada.

Mas não está só nas mãos da indústria a responsabilidade de acelerar o processo de modernização das fábricas. Três pontos são cruciais para acelerar a manufatura avançada no Brasil: a formação de recursos humanos para trabalhar com essa combinação das tecnologias, o desenvolvimento de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) para suportar redes de alta velocidade, protocolos de conversação entre equipamentos e redes físicas de conexão e o incentivo do governo para alavancar o uso das tecnologias.

Mesmo empresas consolidadas, que dispõem de linhas modernas e antigas de produção, possuem potencial de alcançar outro patamar de desenvolvimento e obter melhores performances de fábrica. Esses e outros assuntos serão discutidos no 9º Simpósio SAE Brasil de Manufatura, dia 13 de setembro, no Hotel Intercity Premium, em Caxias do Sul(RS).

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