Terça, 04 Fevereiro 2025

São Paulo - Dirigentes sindicais lançaram hoje as bases para a criação  daquela que pretende ser a terceira maior central de trabalhadores do País,  a União Geral dos Trabalhadores (UGT), resultante da fusão da Confederação Geral  dos Trabalhadores (CGT), da Social Democracia Sindical (SDS) e da Central Autônoma  dos Trabalhadores (CAT). A consolidação da UGT acontecerá entre os dias 19 e  21 de julho, durante o Congresso de Fundação, a ser realizado no Anhembi, em  São Paulo, quando também será criado o estatuto da nova central.

 A fusão das três centrais, ao contar também com a participação de sindicatos  independentes, resultará em uma entidade que responde por 8 milhões de trabalhadores  na base, representados por cerca de mil sindicatos, atrás somente da Central  Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical, respectivamente. A estimativa  dos dirigentes da UGT é de obter receitas de R$ 10 milhões por ano, provenientes  do imposto sindical. “A UGT nasce com o objetivo de representar trabalhadores hoje excluídos, já  que, historicamente, o movimento sindical sempre foi vinculado principalmente  ao setor produtivo”, explica o presidente do Sindicato dos Comerciários de São  Paulo e que temporariamente comandará a UGT, até o Congresso, Ricardo Patah.  “Queremos metalúrgicos e costureiras nas nossas fileiras, mas sem dúvida nossa  força será maior entre prestadores de serviços, autônomos, comerciários e trabalhadores  rurais, hoje esquecidos pelas centrais sindicais”, declarou o sindicalista,  candidato a se manter no cargo. Os líderes da UGT pretendem também, com a fusão, se antecipar à nova regulamentação  sindical para continuar a existir. O texto da reforma sindical, em tramitação  no Congresso Nacional, estabelece uma série de critérios mínimos de representatividade  para que sindicatos e centrais possam existir.

Fonte: Tribuna do Norte - 25 MAI 07

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