Os estudos históricos deveriam, preferencialmente, complementar a teoria da ciência dos transportes e demonstrar o poder econômico do sistema de transporte. (Fritz Voigt)

No dia de hoje, há 213 anos, era assinado pelo Príncipe-regente de Portugal Dom João de Bragança, em Salvador, na Bahia, o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas. O Brasil era descoberto pela segunda vez. Nesta data comemora-se também o Dia do Portuário. Participando de forma ativa nessas celebrações, Portogente abre o debate sobre um inovador Conselho de Autoridade Portuária – CAP. Assim, lança as bases de portos da movimentação de mercadorias, do trabalho e do desenvolvimento.

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Na sua concepção e formação originais, na Lei nº 8.630/93, o CAP tinha competências e composição desenvolvimentistas. Sob a ótica da estratégia, cada porto tem movimentação peculiar e diferente hinterlândia. Ao fomentar o desenvolvimento regional ocorrem influências de várias formas, até pelo contexto internacional, além mar. Tais facetas são percebidas ao se comparar, por exemplo, o porto-indústria de Suape/PE e o de São Sebastião/SP.

Editorial
Desestatização dos portos de Santos e São Sebastiao apartados

Aquecida pela vacina contra covid, a campanha presidencial estará lançada oficiosamente a partir da próxima semana. Enquanto o processo de desestatização dos portos permanece um enigma e sem significação. Nesse clima, no Portogente são debatidas propostas concretas de um CAP, com foco no porto e visão de agência de planejamento e desenvolvimento. Uma estratégia que amplia e agrega eficácia ao programa governamental Pro-Brasil.

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Todos os presidentes de CAPs do Brasil estão convidados a participar on-line desse processo em curso, até mesmo no caso do porto em desestatização. Se a tarefa é desafiadora, o trabalho conta com ampla e feliz participação de gente competente e experiente. Trata-se de propor soluções para problemas de múltiplas variáveis, como: logística, econômica, social, urbana e tantos fatores necessários ao desenvolvimento com justiça e paz.

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Os portos brasileiros precisam e podem ocupar melhor posição no cenário mundial. Para tanto, seus projetos devem ter planejamento integrado e sua gestão mais autonomia deve ser alinhada com o negócio do porto. O primeiro passo dessa caminhada é uma proposta robusta e viável. Estamos saindo para realizá-la, por um modelo de CAP inovador: que olhe para o futuro.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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