Vestir as sandálias da humildade faz bem para qualquer um, principalmente quando não estamos sozinhos ou isolados. Vivemos num sistema econômico que envolve muita gente, muitos interesses e muitas ideias. Por isso, debater é preciso, impor não é preciso.

As conversas nas rodas portuárias não são otimistas no tocante à reforma sinalizada pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) para os portos brasileiros. Falar apenas da privatização das Autoridades Portuárias, sem explicar o propósito da liquidação anunciada, dificulta o entendimento e afeta a confiança entre governo e negócio. Como efeito colateral, a resistência.

600 BússolaNavegar é preciso, debater também. Imagem: Freepik.

Editorial | Portogente
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Triste pensar que o País não consegue desenvolver e implantar uma reforma sob medida para seus portos, considerando suas particularidades e complexidades. Da mesma forma de ser capaz de corresponder às mudanças ocorridas no mercado internacional de transportes nos últimos anos. Convém ao Secretário de Portos estar aberto ao diálogo. O Brasil sairá ganhando!

Opinião | Portogente
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Todos queremos o sucesso dessa reforma. Por isso, debater a questão e aglutinar experiências ao processo é tão necessário quanto respirar. Há muitos interesses a serem conciliados e esforços para se alinharem para viabilizar um negócio portuário competitivo mundialmente e impulsionar a economia nacional.

Na busca da eficiência administrativa e sistêmica eleva-se a descentralização da gestão: é o primeiro passo desta caminhada.

Dia a Dia | Portogente
Privatização dos portos: antes, o debate

Será muito útil reler a história da grande reforma produzida pela Lei 8.630/93, analisar as rupturas e avanços promovidos. Foi a quebra de um monopólio quase centenário para uma privatização de serviços competitiva e produtiva. Não foi uma carta expedida de gabinete. Resultou de um debate amplo, que inexoravelmente irá se repetir quando a reforma ora anunciada for discutida no Congresso. No clima das eleições municipais que já está aquecendo.

Editorial | Portogente
O futuro incerto dos portos brasileiros

O comércio e suas estratégias não toleram desaforo. Acomodar as demandas da atividade portuária e promover uma reforma suave e exitosa exige política e talento. Nessa mudança deverão ser incluídos, também, os requisitos da inteligência artificial (IA) na produtividade das operações portuárias.

Sempre é bom lembrar outra questão fundamental: os portos brasileiros carecem de regulação.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website