Logísticas portuárias que garantam a movimentação eficiente da carga do local de produção aos portos, com o mínimo de resistência para ser entregue no menor tempo e sem perda, é condição determinante da competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Por deficiência nos transportes da produção agrícola competente, da porteira da fazenda até o porão do navio, o agricultor brasileiro vem enfrentando há muitos anos lutas sem trégua para melhorar rodovias e ferrovias. O mesmo acontece no setor industrial.

Haddad

Qualquer modelo econômico que um presidenciável proponha, precisa levar em conta o desempenho do produto nacional no mercado internacional como fator para reverter a situação crítica da economia e de trabalho no Brasil. É uma estratégia baseada na comparação da vantagem competitiva de um produto com outras de vários países. Trata-se de política de governo. No próximo dia 28 será definida nas urnas, entre os candidatos consolidados Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), a nova direção política do Brasil.

Ambos os candidatos apresentam propostas baseadas em diagnósticos bem feitos das necessidades das cadeias logísticas portuárias. De maneira geral, é um cenário de múltiplos desafios e problemas que exigem uma série de complexos e profundos procedimentos que abrangem escolhas de caminhos melhores, como trilhar seguro e obter resultados satisfatórios para distribuir mais e com justiça para a sociedade. Tratar o modelo de gestão é por onde começa essa caminhada, onde está a raiz dos problemas que há muito se arrastam. No entanto, nenhum dos dois presidenciáveis detalhou como alcançar as metas definidas.

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No caso da meta para os portos comprometida por Bolsonaro de “chegar ao final do governo com patamares similares aos portos asiáticos de Busa, Yokohama e Kaohsiung”, faz lembrar a conhecida frase do estadista alemão Otto Von Bismarck, para o qual “nunca se mente tanto como em véspera de eleições, durante a guerra e depois da caça”. Com certeza o liberalismo de Paulo Guedes não é magia para tornar realidade uma mudança de paradigma de administração e concretizar meta tão audaciosa de colocar os portos brasileiros entre os primeiros do mundo em eficiência, em quatro anos.

COMPARA

Sem apresentar valores comparativos para as metas propostas, Haddad assume compromisso de ampliar os investimentos através de parcerias e, ao mesmo tempo, aperfeiçoar os diversos marcos regulatórios para aumentar a competição. A sentida ausência de proposta para a descentralização da gestão dos portos de Brasília, por ambos os candidatos, talvez decorra da falta de percepção da magnitude da ineficiência do modelo atual. E nisto reside a importância do papel das administrações portuárias no planejamento logístico das suas áreas de influência, as respectivas hinterlândias.

Por isso, logística portuária no próximo governo necessita ser restruturada dos portos para a hinterlândia.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website