Os iranianos têm grande interesse em ampliar sua relação comercial com o Brasil. Representantes do Irã - quinto maior parceiro do agronegócio brasileiro - estiveram na reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil-Irã, em Brasília, na semana passada, para discutir os procedimentos para exportação de carne bovina, de gado vivo e material genético bovino e avícola.

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As partes se comprometeram a promover produtos do agronegócio com os setores privados interessados na exportação a partir de 2018, quando também haverá nova rodada de negociações.

O Irã é um dos países mais desenvolvidos do Oriente Médio. No ano passado importou US $ 2,1 bilhões principalmente em milho, soja em grãos e carne bovina in natura. Agora quer exportar para o Brasil ureia, frutas secas e amêndoas.

As possibilidades de comercialização vão além do agronegócio. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta oportunidades em mais de 203 produtos de dez setores brasileiros. O empecilho está no financiamento das exportações, pois os bancos brasileiros não mantêm relacionamento financeiro com o Irã para não entrarem em desacordo com os Estados Unidos.

Em agosto, quando ocorreu o Seminário Relações Econômicas Brasil – Irã, a CNI, organizadora do evento, indicava chances de comércio, investimentos, integração e de cooperação não exploradas em diversas áreas como energia, indústria de defesa, setor automotivo, químico, transporte e siderurgia, com altas tarifas. A entidade defende que o Mercosul busque um acordo comercial com o Irã, alertando que o Brasil enfrenta tarifas que variam entre e 4% a 40% e a parceria comercial seria a principal maneira de reduzir esse custo.

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