O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella anunciou a liberação de 128,5 milhões de reais para o Exército completar a pavimentação de trecho de 65 quilômetros da rodovia BR-163, que liga as regiões produtoras do Centro-Oeste ao porto de Miritituba (PA).

O trecho terrestre sequer deveria ser chamado de rodovia, de tão catastrófica que é a situação para o trânsito de veículos. É comum encontrar caminhões atolados ou tombados, caminhoneiros isolados do mundo, sem água e sem comida.

A BR-163 é a mais importante rodovia para escoamento da soja entre o maior produtor do grão no Brasil (MT) e os terminais portuários do Norte (especialmente Santarém e Miritituba), de onde a commodity é exportada. Mas, sem pavimentação ao longo de 190 quilômetros de extensão e com as chuvas, a rodovia federal se transformou num atoleiro nos últimos anos

Em fevereiro deste ano de 2017, cerca de 5 mil caminhões carregados, que seguiam para os portos paraenses do Arco Norte, ficaram parados em meio aos atoleiros em trechos da estrada. Por se tratar do pico da safra, as transportadoras contabilizaram aproximadamente R$ 50 milhões em prejuízos.

Quintella prevê que a pavimentação do trecho do Mato Grosso até Miritituba estará concluída até o final de 2018. O ministro, porém, afirmou que no início do ano que vem, mesmo sem a conclusão das obras, a rodovia estará trafegável. "Não vai estar 100 por cento concluída (no início de 2018), mas toda a terraplanagem e a base dela, com pedras, estará pronta para receber o tráfego".

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