Consórcios formados pelas empresas Raízen, BR Distribuidora e Ipiranga venceram os quatro leilões de áreas portuárias para movimentação de graneis líquidos promovidos pelo Governo Federal nesta sexta-feira, dia 22 de março, realizados na sede da bolsa de valores B3, em São Paulo. O prazo de concessão de todas as áreas é de 25 anos e os lances somaram R$ 234,529 milhões. Além do grupo vencedor, apenas o Terminal de Armazenagem da Paraíba (Teapa) registrou outros lances ao longo dos leilões, mas não obteve sucesso.

Coletiva de imprensa do Ministério da Infraestrutura
Coletiva de imprensa foi realizada após os leilões - Foto: Ministério da Infraestrutura/Twitter

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comemorou os resultados e afirmou que os leilões superaram "nossa expectativa e reafirmam a confiança do mercado na condução da política econômica do governo Jair Bolsonaro". Segundo ele, o valor arrecadado com as outorgas não é o principal objetivo das concessões. A prioridade da gestão da pasta é incentivar investimentos pela iniciativa privada, aprimorar a logística em território nacional e estruturar novos projetos no setor.

O maior valor arrecadado foi com a concessão da área VIX-30 no Porto de Vitória, capital do Espírito Santo. Com o nome de Consórcio Navegantes logística, o grupo formado pelas três companhias ofertou R$ 165 milhões, sem registro de outros interessados pelo arrendamento. De acordo com o Ministério, o terreno é novo (greenfield), não conta com estrutura física e exige R$ 128 milhões em investimentos pelos arrendatários.

Os outros três terminais concedidos (AI-1, AE-10 e AE-11) são áreas já estruturadas, todas localizadas no Porto de Cabedelo, na Paraíba. Com esses arrendamentos, os cofres públicos receberão R$ 54,529 milhões. Tarcísio informou que seis outros terminais portuários instalados no estado do Pará serão leiloados no próximo dia 5 de abril e que a equipe técnica do Ministério está finalizando os editais para arrendamentos envolvendo os importantes portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

O secretário de Portos, Diogo Piloni, afirmou que o Brasil poderá contar com contratos mais modernos, voltados para aumentar a produtividade da atividade portuária. "Temos que dar resposta à expectativa de crescimento da economia. E a logística é um meio para que se dê vazão a esse crescimento econômico".

Áreas arrendadas no Porto de Cabedelo
Áreas arrendadas no Porto de Cabedelo - Foto: Ministério da Infraestrutura/Twitter

 

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