O Aeroporto de São Paulo/Congonhas (SP) alcançou a média de uma tonelada de resíduos reciclados por dia com o programa Coleta Seletiva Solidária (CSS). O programa criou uma série de procedimentos para a coleta e destinação correta de resíduos gerados no terminal paulista, desde a separação do material reciclável até sua destinação, realizada por cooperativa de reciclagem conveniada.

Por dia, são recolhidas em Congonhas cerca de cinco toneladas de resíduos, somando o lixo comum e os materiais recicláveis, o que significa que 20% dos resíduos produzidos no terminal já são reaproveitados.
 
A Coleta Seletiva Solidária teve início em agosto de 2010, criando uma nova política de coleta e destinação de resíduos nas áreas operacionais e administrativas da Infraero em Congonhas e nas dependências da Superintendência Regional de São Paulo. Em fevereiro de 2012, a Infraero implantou a segunda fase do programa, que passou a incluir a participação de todos os órgãos e empresas do aeroporto, como companhias aéreas, concessionários, lojistas e restaurantes do terminal de passageiros e empresas que atuam no pátio de manobras. Somente as empresas que já dispõem de serviços próprios para a retirada e destinação dos resíduos ficaram fora da iniciativa.

Além da proteção ao meio ambiente, a Coleta Seletiva Solidária de Congonhas tem caráter social: os resíduos recicláveis são entregues a cooperativas habilitadas pela Infraero, de acordo com o Decreto 5.940, que dispõe sobre a coleta de resíduos em áreas da administração pública. O transporte é feito pela empresa Ecopav, contratada por meio de licitação e fiscalizada pela Infraero, que também faz a estimativa do volume de resíduos coletados. O trabalho de reciclagem está sendo feito com duas cooperativas, a Cooperativa Miguel Yunes (Coopermyre) e a Central de Triagem da Capela do Socorro (Coopercaps), ambas na zona sul de São Paulo. A renda obtida com a venda dos materiais reaproveitados é repartida entre os cooperados, trabalhadores devidamente registrados no mercado de trabalho formal.
 
A operação é coordenada pela Comissão para Coleta Seletiva Solidária (CCSS), composta por empregados da Infraero em Congonhas, e integra o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do aeroporto. “O resíduo reciclado gera menos impacto ambiental, porque não vai para aterros, e contribui com uma parcela da cadeia produtiva que ainda não teve sua capacidade plenamente explorada. Com esta iniciativa, Congonhas está fazendo sua parte como elo fundamental da maior cidade do Brasil”, pontuou Fernando Cosseti, funcionário da Infraero e presidente da comissão. “O projeto é parte integrante dos programas ambientais da Infraero, enfatizando a responsabilidade socioambiental da empresa”, pontuou por sua vez a coordenadora regional de Meio Ambiente, Michele Bomback.

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