Algumas questões se impõem no caso da cava tóxica em construção pela VLI no Porto de Santos (SP), caso que foi objeto de editorial no Portogente. Nossa capacidade de formar imagens mentais e associá-las ao futuro permite projetar e refletir a situação que se está criando e como será a tolerância as suas ameaças daqui a alguns anos. Descuidar de dados e procedimentos de sedimentos contaminados submersos, de grande complexidade científica, é aumentar riscos como o câncer. Qual o índice de poluente no confinamento? É possível evitar isso?

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Recentemente o Ministério Público estadual interditou na foz do canal do porto santista uma obra na praia com material inerte, que tinha o propósito de conter assoreamento. Santos é uma cidade com uma das maiores densidades acadêmicas do Brasil; portanto, um fórum adequado para tratar essa questão e minimizar conflitos. A impressão que fica é que o projeto do envelopamento de material tóxico no fundo do canal do porto, junto à área de preservação ecológica, não foi formulado da maneira mais clara possível.

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Diante desse cenário, fica anacrônico sustentar soluções adotadas por aprovação de tribunais, sem a participação da sociedade, que em última análise é a extremidade final de uma cadeia alimentar, da qual participam organismos e peixes da região em tela. Sob a ótica da engenharia, convém tratar dragagem, retirar lama do fundo, e envelopamento subaquático, confinamento do material dragado, como especialidades distintas, visto que a concentração de poluentes envelopados pode vir a ser uma bomba-relógio para o meio ambiente. E qual a garantia que essa área será permanentemente isolada?

De onde se conclui que o envelopamento de sedimentos contaminados tornou-se a encampação de uma área, que inviabiliza iniciativas de empreendimentos onde ele se situa. Fica inviável construir sobre ela estruturas estaqueadas que possam penetrar o envelopamento e provocar vazamento de material tóxico. Tem um ditado entre os toxicologistas que diz não existir substâncias tóxicas. Existem concentrações tóxicas e elas variam muito, dependendo do componente. No caso, quais os riscos realmente em jogo?

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Ante o risco de não se fazer nada, melhor é correr o risco de fazer. Diferente de fazer de qualquer jeito, é fazer de forma consistente com objetivos comerciais, sociais e ambientais. A VLI acredita, com certeza, que o futuro só se faz presente se o desenvolvimento econômico estiver acompanhado da promoção social e da preservação do meio ambiente.

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