De forma surpreendente, o anúncio do Programa de Investimento nos Portos para 2013 inclui os negócios da Libra Terminais no Porto de Santos, no litoral paulista. Trata-se de dinheiro que dão por favas contadas no acordo de substituir a malfadada dívida por investimento. Ora, quem contrariando sentença judicial e favorecendo um inadimplente em prejuízo dos demais operadores portuários, e em desacordo à Constituição, vai arquitetar essa jogada?

Vale lembrar que o nome da operadora está envolvido num dos casos mais estranhos e duvidosos da história recente do complexo portuário santista. E no meio dele contam-se bons milhões de reais, que o Porto está deixando de colocar no seu caixa. Tem um ditado popular que diz “dando esmola com o chapéu alheio”. Neste caso, leia-se com o dinheiro público, do povo brasileiro.

Até agora não sabemos que fim levou a “novela” da ação judicial ganha pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) em cima da Libra. Vale lembrar que a Autoridade Portuária desistiu de cumprir a decisão da Justiça e voltou a questão à estaca zero, abrindo uma negociação direta com a empresa. E o pior: para sair perdendo.

Essas negociações, que não são divulgadas ou discutidas de forma transparente, são apenas para ver como se apresenta um “acordo” desvantajoso para a Codesp como vantajoso. Ou seja, para reduzir o valor da dívida da operadora.

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*O Dia a Dia é a opinião do Portogente

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